Na segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, a Klabin concluiu o recebimento de aportes adicionais nas SPEs do Projeto Plateau, no valor de R$ 1,2 bilhão; com isso, encerra o ciclo de aportes de 2025 do Projeto, totalizando R$ 2,7 bilhões. O comunicado, assinado pelo CFO e DRI, Marcos Paulo Conde Ivo, ressalta a disciplina na alocação de capital e a prioridade de reduzir a alavancagem, e é apresentado como continuidade dos fatos relevantes de 29/10/2024 e 03/02/2025 e dos comunicados de 30/06/2025 e 19/08/2025. A mensagem central: concluir a etapa financeira de 2025 do Plateau mantendo foco em valor e equilíbrio do balanço.
Na narrativa estratégica de longo prazo, o Plateau integra a agenda asset-light de reciclagem de capital por meio de SPEs florestais, antecipando a monetização de terras e convertendo landbank em caixa contratual. Essa diretriz foi explicitada na apresentação do 3T25, quando a companhia posicionou o Projeto Plateau como mecanismo de monetização de terras e reportou o fechamento de SPEs que adicionaram R$ 600 milhões ao caixa. Ao finalizar os aportes de 2025, a Klabin sinaliza maturidade de execução: estruturação jurídico-financeira concluída para o ano, recebimentos calendarizados e aderentes ao objetivo de reduzir a intensidade de capital no ciclo florestal, sem comprometer a base de abastecimento e a continuidade operacional.
Essa conclusão também dialoga com os guardrails de alavancagem, gating de projetos e payout instituídos desde 2024, que exigem previsibilidade de funding e compatibilização entre investimento, liquidez e remuneração ao acionista. Em 2025, a companhia detalhou um envelope de investimentos que fica mais seletivo na virada para 2026–2028, com ênfase em silvicultura, continuidade e modernização industrial, o que reforça a necessidade de veículos dedicados e de captações casadas ao ciclo produtivo — lógica na qual o Plateau se insere. A coesão fica explícita no guidance de capex 2025–2028 com ênfase em florestas e modernização, dentro do arcabouço de alocação disciplinada.
Do lado dos resultados, a escolha por SPEs e reciclagem de ativos tem caminhado junto com a desalavancagem e a gestão ativa do passivo, criando espaço para atravessar o pico de investimentos com risco controlado. No 3T25, a Klabin já mostrava geração de caixa robusta, queda do custo caixa por tonelada e melhora da alavancagem em dólar, sustentando dividendos e alongamento de dívidas — um pano de fundo que respalda a mensagem atual de foco em equilíbrio financeiro. Essa trajetória foi evidenciada no resultado do 3T25, com EBITDA ajustado de R$ 2,1 bilhões e alavancagem em dólar de 3,6x, além do term loan que diluiu vértices de vencimento.







