A B3 (B3SA3) informou que antecipará, de forma voluntária e alinhada à Resolução CVM nº 193/2023, a divulgação do Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade. O documento referente ao exercício iniciado em 1º de janeiro de 2025 seguirá os Pronunciamentos Técnicos CBPS nº 01 e nº 02, derivados dos padrões internacionais IFRS S1 e S2 do ISSB, observando as flexibilizações de adoção previstas. O comunicado, datado de 15 de dezembro de 2025 e assinado por André Veiga Milanez (Diretor Financeiro, Administrativo e de RI), reforça o compromisso com transparência e com a integração de fatores ambientais, sociais, de governança e climáticos à prestação de contas.
Este movimento consolida a estratégia de previsibilidade e transparência iniciada pela companhia ao explicitar, com antecedência, custos e investimentos, criando um fio condutor entre execução e comunicação com o mercado. Ao adotar padrões do ISSB, a B3 tende a conectar metas operacionais, riscos e oportunidades climáticas à alocação de capital em tecnologia e adjacências, reduzindo assimetria informacional. Essa coerência dialoga com o guidance para 2026, com faixas de despesas e CAPEX e referências para 2025, que já havia ancorado expectativas e reforçado disciplina na alocação de recursos.
Na dimensão de governança, antecipar o reporte de sustentabilidade coloca a B3 entre as primeiras a traduzir riscos ESG em métricas financeiras comparáveis, o que tende a reduzir custo de capital ao elevar previsibilidade de resultados e de gestão de riscos. A integração entre reporte e execução ganha força quando a empresa evidencia como remunera acionistas sem abrir mão de robustez financeira e de critérios de longo prazo — narrativa reforçada pelo programa de recompra aprovado em 12/12, que explicitou o desenho de retorno ao acionista com flexibilidade e disciplina. Ao amarrar métricas ESG a decisões de capital, o investidor passa a enxergar com mais nitidez condicionantes de payout, alavancagem e investimentos em tecnologia e risco operacional.
O contexto regulatório também ajuda a explicar a opção por transparência proativa. A padronização ISSB, sob supervisão da CVM, dá previsibilidade ao diálogo com reguladores, órgãos de controle e investidores institucionais, especialmente em ambientes de maior escrutínio concorrencial e tributário. Além de elevar a qualidade do disclosure, essa postura se apoia em um balanço com passivos alongados e liquidez confortável — resposta construída em 2025 quando a companhia lidou com o Auto de Infração da Receita e reforçou o liability management via 10ª emissão de debêntures, sem abrir mão da disciplina de alavancagem e de uma comunicação consistente com o mercado.
Por fim, o reporte de sustentabilidade tende a dialogar com a evolução operacional que diminui a ciclicidade do negócio. Ao trazer metas e riscos climáticos e sociais associadas a linhas como crédito, depositária, dados e pagamentos, a B3 pode explicitar como resiliência e diversificação se convertem em valor de longo prazo e em governança de riscos. Essa linha evolutiva já vinha sendo visível na aceleração de volumes em novembro e maior recorrência em adjacências, reforçando a tese de receitas mais previsíveis e de métricas integradas de desempenho.







