Na segunda-feira, 20 de outubro de 2025, a Tenda aprovou em AGE uma reforma parcial do Estatuto Social para reforçar a independência e diversidade do Conselho, aumentar a efetividade dos comitês estatutários e harmonizar os instrumentos de governança. Este movimento consolida a estratégia iniciada na convocação da AGE de 5 de setembro para elevar independência do conselho e fortalecer comitês. Ao explicitar mínimos para conselheiros independentes, regras de renovação, limites a assentos cumulativos e a integração do Comitê de Auditoria ao sistema de arbitragem, a companhia alinha-se às melhores práticas da B3 e cumpre a Lei 6.404 e a Resolução CVM 44, consolidando uma arquitetura de oversight que reduz assimetrias de informação e eleva a accountability executiva.
Na prática, o fortalecimento do arcabouço de governança se conecta diretamente ao custo de capital e à capacidade de acessar funding em condições mais previsíveis. O movimento dá continuidade à disciplina financeira e dialoga com a 13ª emissão de debêntures e CRI aprovada em 30 de setembro, estruturada para diversificar indexadores, ampliar a base de investidores e casar passivos a DI/IPCA com o lastro do crédito imobiliário. Ao reduzir a percepção de risco e disciplinar o disclosure, a Tenda sustenta o ritmo de obras e repasses sem pressionar capital próprio, aumentando a resiliência para atravessar ciclos setoriais.
Esse arranjo institucional-financeiro também transparece na execução operacional. A companhia vem combinando expansão de landbank com maior uso de permutas, aceleração de lançamentos e VSO saudável, um conjunto que depende de comitês atuantes e de um board mais independente para calibrar risco-retorno por praça e produto. A prévia operacional do 3T25, com aceleração de lançamentos e landbank robusto, reforça que a governança não é apenas formal: ela se converte em disciplina comercial, financiamento casado e execução em escala, elevando a previsibilidade para investidores e ancorando a próxima etapa da agenda de crescimento.







