Nesta quinta-feira, 11/12/2025, a Alpargatas aprovou a distribuição de R$ 350 milhões com base no lucro de 2025: R$ 244 milhões em dividendos intercalares, pagáveis em 30/12/2025, e R$ 106 milhões em JCP, com data de pagamento a ser definida. Têm direito os acionistas posicionados ao final do pregão de 16/12/2025; as ações ficam ex a partir de 17/12/2025. Os valores por ação são de R$ 0,342847 (ALPA3) e R$ 0,377132 (ALPA4) para dividendos, e R$ 0,148942 (ALPA3) e R$ 0,163836 (ALPA4) para JCP, sujeitos a IR conforme a legislação e à eventual variação do número de ações em tesouraria. A deliberação usa o balanço de 31/10/2025 como referência.

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O anúncio consolida o ciclo de retorno ao acionista que ganhou tração neste trimestre, dando sequência à redução de capital de R$ 850 milhões com restituição em 19/12/2025. Somados, a restituição (R$ 850 mi) e os proventos agora aprovados (R$ 350 mi) superam R$ 1,2 bilhão a ser devolvido aos acionistas em dezembro, com calendário claramente balizado por data de corte, ex-direitos e operacionalização via B3/Itaú. Essa coordenação entre marcos societários e liquidez reforça disciplina de capital e previsibilidade, além de sinalizar confiança da administração na geração de caixa do exercício e na manutenção de um balanço confortável mesmo após a distribuição.

Do lado dos fundamentos, a decisão apoia-se no avanço operacional e na rentabilidade acumulada em 2025. A companhia encerrou o 3º tri com margens em alta e caixa recorrente, como evidenciado no 3T25 com o maior EBITDA trimestral da história e dez trimestres de geração de caixa, pano de fundo que reduz a necessidade de investimentos extraordinários e abre espaço para conciliar retorno ao acionista e manutenção do investimento no core Havaianas. Ao adotar dividendos intercalares e JCP com base no balanço de 31/10, a empresa captura a sazonalidade favorável do fim de ano sem comprometer a flexibilidade para definir a data de pagamento do JCP conforme a dinâmica de caixa, além de imputar esses valores ao dividendo obrigatório da AGO de 2026 referente ao exercício de 2025.

Em paralelo, a gestão vem calibrando o passivo para sustentar esse ciclo de retornos com custo e prazo adequados, movimento que se materializou na 3ª emissão de debêntures de R$ 300 milhões a CDI + 0,75% com vencimento em 2030. O alongamento do perfil da dívida preserva liquidez para sazonalidade e capital de giro, mantendo coerência entre distribuição de proventos, previsibilidade financeira e flexibilidade para iniciativas orgânicas. O encadeamento de medidas — retorno de capital, proventos recorrentes e gestão ativa de passivos — revela um playbook disciplinado: devolver excedentes quando o balanço está desalavancado, travar custo de dívida em patamar competitivo e proteger a capacidade de execução do core, mantendo a narrativa de eficiência e foco no ROIC.

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