O Banco BMG (BMGB4) informou nesta quinta-feira, 11/12/2025, a aprovação de Juros sobre o Capital Próprio Complementar de R$ 87,7 milhões, equivalentes a R$ 0,147 por ação ON e PN (R$ 0,12495 líquidos após IR de 15%, salvo imunes/isentos). O pagamento ocorrerá em 14/01/2026, considerando a posição acionária de 22/12/2025; as ações passam a ser negociadas ex-direito em 23/12/2025, em atendimento à Resolução CVM 44/21. Na prática, este anúncio complementa a remuneração ordinária e reafirma disciplina de calendário: ele se soma ao JCP do 4º trimestre de 2025, de R$ 0,10 por ação com pagamento em 23/12, ampliando a previsibilidade para o acionista.

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Estratégicamente, o complemento consolida a política de retorno recorrente e fiscalmente eficiente que o banco vem executando. Diferentemente do anúncio de fim de novembro, que preservou a cadência trimestral, o JCP de hoje eleva o payout do 4º tri e sinaliza conforto de capital para manter investimentos e crescimento seletivo enquanto remunera a base acionária. Somados, os dois comunicados do trimestre totalizam R$ 147,4 milhões em proventos (R$ 0,247 por ação, em termos brutos), organizados com record date e data ex próximos ao pagamento — prática que fortalece a governança de RI. Essa previsibilidade também deriva de marcos societários que reduziram incertezas de Basileia e organizaram o calendário acionário, como a homologação do aumento de capital pelo Bacen em 03/11, que assegurou elegibilidade das novas ações a proventos e reforçou a capacidade de execução.

Do lado dos fundamentos, o retorno complementar encontra suporte na combinação de rentabilidade em recuperação, disciplina de risco e funding mais institucionalizado, que estabiliza margens e reduz volatilidade do custo de captação. A normalização de indicadores de liquidez e a menor dependência de depósitos a prazo já vinham se refletindo no trimestre, com avanço da participação de investidores institucionais e foco em linhas core como consignado e seguros — alavancas que o banco tem citado como base para retorno recorrente ao acionista. Nesse sentido, os números e a agenda de capital/funding apresentados no resultado do 3T25, com lucro de R$ 148 milhões, captação total de R$ 34 bi (38% institucional) e alavancas de capital que incluem JCP ajudam a explicar a confiança para complementar a remuneração agora, fechando o ano com narrativa coesa de solidez e previsibilidade.

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