Em 27 de novembro de 2025, o Banco BMG aprovou a declaração e o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio referentes ao 4º trimestre de 2025, no montante bruto de até R$ 59,7 milhões (R$ 0,10 por ação), com pagamento em 23 de dezembro. A base acionária considerada será a posição de 11 de dezembro; a partir de 12 de dezembro as ações serão negociadas ex-direito; haverá retenção de IR de 15%, resultando em R$ 0,085 líquidos por ação, salvo imunes ou isentos, em atendimento à Resolução CVM 44/21. O movimento preserva a cadência trimestral de remuneração e dá continuidade ao retorno previsível ao acionista, em linha com a distribuição de JCP referente ao 3º trimestre de 2025. Ao repetir o valor por ação, manter a mesma estrutura de retenção de IR e organizar record date e ex-direito em janelas próximas ao pagamento, o BMG reforça disciplina de calendário societário, governança de RI e sinaliza compromisso com payout recorrente sem comprometer flexibilidade de capital.
Estrategicamente, a manutenção do JCP trimestral se apoia em fundamentos: a execução recente mostrou recuperação de rentabilidade, disciplina de risco e capital reforçado, como no lucro de R$ 148 milhões no 3T25 e a ênfase nas alavancas que incluem JCP. A combinação de NIM crescente, inadimplência acima de 90 dias em queda, maior relevância de seguros e previsibilidade da originação sustentou geração orgânica de capital e alongamento do funding, abrindo espaço para retornar caixa e, ao mesmo tempo, sustentar crescimento seletivo. Além disso, a homologação do aumento de capital pelo Bacen em 03/11 reduziu incertezas sobre Basileia, assegurou elegibilidade das novas ações a proventos e organizou o calendário societário, conectando conversão dos recibos, definição de data de corte e início do período ex a pagamentos próximos. Em conjunto, capital fortalecido, passivos mais longos e operações mais previsíveis convergem para uma política de retorno recorrente, que o anúncio atual reafirma.







