A Eneva (ENEV3) informou que o Conselho de Administração aprovou a eleição de Renato Tadeu Bertani como novo conselheiro, substituindo Guilherme Bottura, que renunciou ao Conselho e aos Comitês de Pessoas e Financeiro. Geólogo formado pela UFRGS, com doutorado pela Universidade de Illinois e mais de 45 anos de experiência em E&P — incluindo 31 anos na Petrobras, além da presidência da Barra Energia e do World Petroleum Council — Bertani toma posse imediata até a próxima Assembleia Geral. O comunicado foi emitido nos termos da regulação da CVM e da Lei das S.A. e é assinado por Marcelo Habibe, diretor financeiro e de RI.
A mudança reforça, no nível de governança, o eixo de gás e upstream em um momento de execução intensa, consolidando a estratégia de integração gás-energia e de previsibilidade de caixa. O movimento dialoga com a virada operacional de 2025 — alavancada pela retomada do despacho por mérito, migração de usinas para receitas fixas de capacidade (CRCAPs) e avanço do Small Scale LNG — evidenciada no EBITDA recorde e execução do 3T25, com retomada do mérito e antecipação de CRCAPs. A presença de um conselheiro com profundo histórico em E&P tende a apoiar decisões sobre monetização de reservas, desenvolvimento de Azulão 950, ramp-up dos negócios de Gás On-grid e Off-grid e disciplina de capital, áreas que conectam upstream, midstream e geração e exigem curadoria de risco de longo prazo, inclusive para o LRCAP 2026.
Além disso, a recomposição do Conselho ocorre quando a companhia vem ampliando a previsibilidade por contratos de capacidade e fortalecendo a resiliência operacional com a conexão de ativos ao SIN e a programação de janelas de manutenção — pontos críticos para sustentação de caixa e redução de volatilidade — como detalhado no detalhamento operacional do 3T25 sobre hubs de gás, receitas contratadas e integração de Jaguatirica II. Em síntese, a saída de Bottura e a entrada de Bertani preservam a continuidade estratégica e fortalecem a supervisão dos comitês de Pessoas e Financeiro num ciclo de expansão, institucionalização da base acionária e execução disciplinada.







