Em 11 de dezembro de 2025, a Suzano atualizou sua estimativa de desembolso total operacional do negócio de celulose para 2027 para R$ 1.983 por tonelada, composta por: custo caixa de produção de R$ 787/t, custos e despesas logísticas, com vendas e administrativas de R$ 677/t, e capex de manutenção de R$ 520/t. As premissas foram expressas em termos reais na moeda de 2026 e incorporam atualização monetária prevista para 2026, variações de IPCA/INPC/IGP‑M observadas em 2025, câmbio e ajustes operacionais voltados à competitividade. O cenário considera Ribas do Rio Pardo operando a aproximadamente 2,7 milhões t/ano, com convergência aos valores ao longo dos próximos dois anos.

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Este movimento consolida a estratégia de previsibilidade e disciplina de capital iniciada quando a companhia desenhou um CAPEX mais estável, com foco em manutenção e pagamentos residuais do Projeto Cerrado, conforme o desenho de CAPEX de 2025 e 2026 que prioriza manutenção e pagamentos residuais do Projeto Cerrado. Ao desagregar R$ 520/t como capex de manutenção, a Suzano converte aquele orçamento plurianual em métrica unitária, permitindo acompanhar ganhos de eficiência florestal e industriais ao longo do ciclo de 6–7 anos. Esse recorte também facilita comparar a pilha de custos por tonelada com o comportamento de preços de celulose e com decisões de ritmo de colheita, transporte e logística. Além disso, a inclusão explícita de despesas logísticas, comerciais e administrativas em R$ 677/t torna mais transparente a pressão de fretes e o impacto de rotas e destinos nas margens, abrindo espaço para monitorar as iniciativas de gestão de competitividade anunciadas.

Os parâmetros agora divulgados dialogam com a trajetória operacional que vem sendo reportada: no resultado do 3T25, com custo caixa a R$ 801/t e estabilização do ramp‑up de Ribas, a companhia já indicava diluição de custos e previsibilidade crescente de volumes. A referência de R$ 787/t para 2027 sugere continuidade da captura de eficiência conforme Ribas opera no patamar de ~2,7 mi t/ano e conforme ganhos industriais e florestais se consolidam. Como as cifras estão em termos reais de 2026, sem embutir inflação ou câmbio de 2027, a leitura adequada é de um “piso operacional” sobre o qual se avaliam cenários de preço, mix, fretes e câmbio, reforçando a comunicação prudente de projeções que serão refletidas no Formulário de Referência.

Em finanças, a previsibilidade por tonelada só é sustentável se acompanhada por liquidez e cronograma de dívidas coerente. Nesse sentido, a emissão de panda bonds 2028–2030 que alongou duration e diversificou funding sustenta a execução do plano sem pressionar o caixa exatamente nos anos de convergência para as metas de 2027. Com vencimentos redistribuídos e hedge cambial disciplinado, a Suzano preserva opcionalidade para calibrar silvicultura, manutenção industrial e logística, enquanto reforça transparência ao atualizar o item 3 do Formulário de Referência e reiterar que as projeções refletem estimativas, não promessa de desempenho — alinhando estratégia operacional, engenharia financeira e qualidade da comunicação ao mercado.

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