A Suzano manteve a estimativa de CAPEX de 2025 em R$ 13,3 bilhões e aprovou R$ 10,9 bilhões para 2026. Para 2026, a alocação foi detalhada em: Manutenção de R$ 7,3 bilhões (vs. R$ 7,8 bi em 2025), Expansão/Modernização e Outros de R$ 0,8 bilhão (vs. R$ 1,5 bi), Terras e Florestas de R$ 2,6 bilhões (vs. R$ 3,1 bi) e Projeto Cerrado de R$ 0,2 bilhão (vs. R$ 0,9 bi), totalizando R$ 10,9 bilhões. A queda deve-se, principalmente, a menor manutenção florestal após a permuta de madeira em pé (6/ago/25), menor intensidade dos projetos de modernização anunciados em 26/out/23 e desembolso menor ligado à mesma transação; o Cerrado entra na fase de pagamentos residuais por performance. As estimativas serão incluídas no Formulário de Referência e podem ser revisadas.
Este desenho de CAPEX dá continuidade à disciplina de capital e ao encadeamento financeiro que a companhia vem construindo: o 3T25 mostrou alongamento da duration para 80 meses e a conclusão das recompras de 2026/27, redesenhando o cronograma de vencimentos, o que reduz o risco de rolagem exatamente nos anos em que o CAPEX segue relevante. Ao concentrar 2026 em manutenção e base florestal — com redução pontual devido à menor necessidade de silvicultura e compras de madeira — a Suzano alinha desembolsos ao ciclo do eucalipto (6–7 anos) e à maturação dos projetos de modernização iniciados em 2023, enquanto o Projeto Cerrado entra na fase de pagamentos residuais por performance. Além disso, a não consideração, em “Expansão e Modernização”, da monetização de créditos de ICMS da expansão de tissue no Espírito Santo (c. R$ 145 milhões em 2026) reforça a prudência do orçamento apresentado. A combinação de menor manutenção florestal e expansão medida da base de terras preserva flexibilidade para acelerar investimentos conforme preços de celulose e demanda evoluam, mantendo a trajetória de eficiência operacional.
Na frente de funding, a estratégia de diversificação também sustenta essa previsibilidade: a emissão de panda bonds no mercado onshore chinês, com custo pós-swap competitivo e vencimentos entre 2028 e 2030 reforça a base de liquidez e distribui amortizações, permitindo que o CAPEX multi‑anual seja executado sem pressionar o caixa. Em conjunto, as medidas consolidam a política de casar prazos e moedas com o destino econômico (florestas, manutenção e modernização), dando continuidade à construção de um ciclo de investimentos mais suave e financeiramente resiliente.







