Suzano reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 1,961 bi, EBITDA ajustado de R$ 5,2 bi e margem de 43% (46% no 2T25 e 53% no 3T24). A receita foi de R$ 12,153 bi, queda de 9% trimestre a trimestre e de 1% ano a ano. As vendas totais atingiram 3.601 mil t, com celulose de 3.165 mil t (-3% t/t; +20% a/a, preço médio externo de US$ 524/t) e papel de 436 mil t (+6% t/t; +21% a/a). A unidade Suzano Packaging US registrou primeiro EBITDA positivo, de R$ 43 mi. O avanço de volumes é coerente com a estabilização do ramp-up de Ribas e com a disciplina de comunicação reforçada no esclarecimento à CVM sobre os 10% de Ribas e a ausência de guidance formal.

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A administração aponta recuperação gradual dos preços a partir do fim de agosto, enquanto preserva margem via gestão ativa de oferta. O FCF Yield em 12 meses de 18,1% e o ROIC de 12,0% refletem combinação de eficiência operacional, maior diluição de custos e ramp-up concluído. A dívida líquida em dólares permaneceu em US$ 13,0 bi; a alavancagem ficou em 3,3x em USD e 3,1x em R$. No trimestre, operações de liability management alongaram a duration de 74 para 80 meses com custo médio em 5,0% ao ano, e a política de hedge permaneceu com Zero Cost Collar, com strikes médios de 5,64 na put e 6,54 na call sobre nocional de US$ 6,0 bi. Esse retrato financeiro dá continuidade à estratégia de reduzir risco de rolagem e suavizar picos de 2026 e 2027, amarrando decisões de capital ao ciclo da celulose, como evidenciado pela conclusão das ofertas de recompra de 2026 e 2027 que redesenhou o cronograma de vencimentos.

Na mesma lógica de alongamento e diversificação, a companhia combinou instrumentos e jurisdições para otimizar custo total, simplificar o passivo e ampliar a base de investidores, mantendo previsibilidade de caixa para atravessar o ciclo. O resultado do trimestre, com geração de caixa operacional de R$ 3,416 bi e estabilidade do custo de dívida em moeda forte, é consistente com esse encadeamento e reforça a resiliência do balanço frente à volatilidade de preço e câmbio. Um marco adicional desta trilha foi a emissão de panda bonds no mercado onshore chinês, com custo pós-swap competitivo e vencimentos distribuídos entre 2028 e 2030, que amplia as fontes de funding e sustenta o novo prazo médio observado.

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