Em 9 de dezembro de 2025, a Telefônica Brasil (VIVT3) informou que sua controlada indireta TIS concluiu com a TTech a aquisição de 100% da Telefônica Cibersegurança e Tecnologia do Brasil (CyberCo Brasil) por até R$ 232 milhões — R$ 212 milhões na assinatura e até R$ 20 milhões de earn-out em 2027, atrelado à receita de serviços de 2026 —, além de a CyberCo celebrar contrato para adquirir licenças perpétuas de software da TTech por R$ 48 milhões. O objetivo é ampliar o portfólio de segurança da informação, otimizar a oferta e integrar a força comercial. Este movimento consolida a prioridade de capturar demanda corporativa por soluções digitais, em linha com o crescimento de Cloud (+46,2%) e Segurança (+20,6%) no 3T25. A operação adiciona uma equipe de mais de 300 especialistas e acelera lançamentos em dispositivos, redes, nuvem, gestão de identidade, resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades, consultoria e revenda.
A decisão também dá continuidade a um playbook de integração e simplificação que aproxima produto, engenharia e vendas sob uma mesma governança. No pilar de tecnologia corporativa, a Vivo já havia racionalizado estruturas ao unificar operações de nuvem e TI, reduzindo redundâncias e ganhando escala. Essa linha evolutiva está explícita na incorporação da IPNet que simplificou estruturas em Cloud e integrou portfólios de TI, e ganha agora uma camada especializada de cibersegurança com ofertas gerenciadas e consultivas. Com portfólio unificado, a empresa tende a acelerar time-to-market, aumentar o cross-sell com conectividade e melhorar o mix de margem no B2B, enquanto o earn-out vinculado à receita de 2026 alinha incentivos e disciplina de execução.
Do ponto de vista de governança, a Telefônica vem utilizando veículos dedicados — como TIS e TTech — para organizar adjacências estratégicas, reduzir fricções contratuais e alinhar incentivos entre investimento, operação e comercial. Ao replicar esse desenho na camada de segurança, a companhia reforça um padrão de concentrar controle em ativos-chave para destravar escala e eficiência, encurtando o time-to-market sem pressionar o balanço. Esse arranjo ecoa o aumento de controle na Fibrasil para 75,01%, quando a padronização de governança em infraestrutura permitiu acelerar expansão e captura de sinergias, e aponta para uma trilha em que rede, nuvem e segurança se integram para sustentar crescimento sustentável.
Em alocação de capital, o tíquete moderado e a estrutura de preço baseada em performance minimizam risco e preservam flexibilidade para investimentos em 5G/FTTH e crescimento em soluções digitais, sem abrir mão de retornos ao acionista. A conclusão foi precedida de avaliação por empresa independente e não exigiu aprovações regulatórias adicionais, reduzindo incertezas de execução. Esse equilíbrio entre investir em adjacências e devolver recursos se mantém visível na proposta de redução de capital em R$ 4 bilhões, sustentada por geração operacional robusta e monetizações previstas para 2026–2027. Em síntese, a compra da CyberCo Brasil consolida a estratégia iniciada de monetizar além da conectividade, com governança simplificada, foco no cliente e disciplina de capital.







