A apresentação institucional da Pague Menos, com data-base de 30 de setembro de 2025, reforça a tese de escala com rentabilidade: a receita bruta LTM alcançou R$ 15,3 bilhões (vs. R$ 6,8 bilhões em 2019) e o EBITDA ex-IFRS 16 ajustado chegou a R$ 818 milhões, com margem EBITDA LTM de 5,3% e margem líquida LTM de 1,5%. Operacionalmente, são 1.667 lojas em 400 municípios, 9 centros de distribuição e presença em 100% das UF’s, com liderança no Norte e Nordeste (~20% de market share) e participação nacional de 6,6% no 9M25. O foco estratégico é aprofundar o relacionamento com Clientes de Cuidado Contínuo (CCC), que representam 26% da base ativa e 72% da receita LTM, impulsionando frequência, ticket e gasto por cliente. Entre as alavancas estão pricing, marcas exclusivas, otimização logística (novo CD e algoritmo de abastecimento), digitalização do cliente, telemetria operacional, Hub de Saúde e novo programa de fidelidade — com a plataforma omnichannel já respondendo por cerca de 20% das vendas.

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Este material consolida a virada operacional iniciada nos números do 3T25, com SSS de 17,6%, margem EBITDA de 6,3% e canais digitais em 19,8% da receita. A apresentação aprofunda a leitura de que o mix de CCC — com maior recorrência e ticket — sustenta a aceleração observada a partir de 2024, traduzindo produtividade de loja em margem e caixa. Ao quantificar que cada 2 p.p. de aumento em share of wallet ou 350 mil CCC adicionais podem adicionar R$ 500 milhões/ano em receita, a companhia amarra a execução comercial (fidelidade, dados e sortimento exclusivo) à expansão de rentabilidade, enquanto amadurece o ecossistema de saúde com mais de 1.000 consultórios farmacêuticos e 5 milhões de atendimentos anuais.

Do lado societário, a fase atual também é efeito da recomposição de base e liquidez pós-oferta, consolidada pela liquidação do lote suplementar e redução da participação da General Atlantic, que diminuiu o overhang e ampliou o free float sem alterar o controle. Esse redesenho tende a favorecer custo de capital e cobertura, em linha com a ambição de monetizar projetos escaláveis — como o novo centro de distribuição e a malha de abastecimento orientada por algoritmo — e sustentar aberturas, reformas e conversões com disciplina. Ao alinhar crescimento de mesmas lojas, penetração digital e eficiência operacional com uma base acionária mais pulverizada, a companhia reforça a capacidade de financiar a expansão com menor fricção no mercado secundário e maior previsibilidade para o ciclo 2025–2027.

Com balanço reforçado e geração de caixa em trajetória de melhoria, a empresa adicionou flexibilidade tática de alocação ao aprovar a recompra de até 6 milhões de ações em novembro de 2025. O desenho serve de lastro ao plano de ações restritas e reduz risco de diluição, além de criar opcionalidade para cancelamento futuro conforme evolução de caixa e condições de mercado. Em paralelo, a Pague Menos indica que a prioridade segue sendo investir em omnicanalidade, analytics, produtividade de lojas e logística — pilares que conectam a estratégia de CCC ao ganho de participação, sobretudo em N/NE, preservando a trajetória de desalavancagem e a conversão de produtividade em EBITDA.

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