Na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, a Pague Menos (PGMN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 80,6 milhões no 3T25, alta de 49,6% a/a. A receita bruta somou R$ 4,1 bilhões (+18,0%) e o EBITDA ajustado atingiu R$ 260,1 milhões, com margem de 6,3%. A margem bruta foi de 29,9% (+0,5 p.p.), as vendas em mesmas lojas avançaram 17,6% (4,0 p.p. acima do 3T24) e a venda média mensal por loja chegou a R$ 831 mil (vs. R$ 709 mil no 3T24). Nos canais digitais, a participação foi de 19,8% da receita, com R$ 819 milhões em vendas omnichannel; o market share nacional alcançou 6,7%, com destaque para 19,8% no Norte/Nordeste. A rede encerrou o trimestre com 1.667 lojas (11 aberturas e 1 fechamento) e ticket médio de R$ 94,39. Na rentabilidade, a margem de contribuição atingiu 8,8% (+1,0 p.p.), com perdas de estoque no menor patamar desde o IPO; o ciclo de caixa operacional ficou em 58 dias e a alavancagem (dívida líquida + antecipações/EBITDA) em 2,5x. Esses números reforçam a execução de uma tese de frequência, recorrência e produtividade baseada em clientes crônicos e na integração de canais, em linha com o plano 2025–2027 para Clientes de Cuidado Contínuo apresentado no Pague Menos Day, que buscava capturar valor por meio de maior penetração digital, dados e ganhos operacionais.

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Do lado financeiro, a companhia destacou que o endividamento do 3T25 não contempla os recursos da oferta de ações de setembro, liquidada em outubro, e sinalizou um 4T25 com perfil de geração de caixa mais saudável, mantendo o compromisso com a desalavancagem. Esse reforço de balanço decorre da precificação a R$ 3,50 e homologação da oferta primária de R$ 140 mi, desenhada para combinar reforço de caixa e aumento de free float sem alterar o controle. A alocação tende a acelerar iniciativas escaláveis — omnicanalidade, analytics e produtividade — e sustentar projetos logísticos como o novo centro de distribuição na Paraíba (capex de R$ 142,5 milhões em 9M25), além de aliviar o custo financeiro conforme a operação permeia o balanço a partir do 4T25. Em paralelo, o menor patamar histórico de perdas e o avanço de margem de contribuição indicam que eficiência operacional e disciplina de capital continuam convertendo em rentabilidade e caixa, sustentando a trajetória de expansão de market share com foco em N/NE.

Além do reforço de capital, a janela de mercado também redesenha a base acionária e tende a ampliar a liquidez do papel, reduzindo o overhang do acionista vendedor e favorecendo a profundidade de mercado. Essa recomposição do free float, combinada à melhora de margens e à queda de perdas, cria um pano de fundo mais favorável para custo de capital e cobertura de longo prazo, crucial para sustentar a execução do ciclo 2025–2027 e a conversão de produtividade de loja em EBITDA. A etapa final desse processo veio com a liquidação do lote suplementar e redução da participação da General Atlantic, que encerra a estabilização pós-oferta e consolida o desenho de primária + secundária. Em conjunto, o 3T25 marca a continuidade de uma virada que conecta crescimento de vendas comparáveis, penetração digital e eficiência operacional a uma tese de desalavancagem e investimento disciplinado — preparando o terreno para monetizar o novo CD, aprofundar o relacionamento com CCCs e sustentar ganhos de margem no 4T25 e em 2026.

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