Em 8/12/2025, a Unifique Telecomunicações aprovou a declaração e o pagamento de dividendos intermediários de R$ 15 milhões (R$ 0,042480334 por ação), com pagamento em 19/12/2025. Terão direito os acionistas na base de 11/12/2025; as ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 12/12/2025. Os recursos virão de parte da reserva de retenção de lucros de 2022 e poderão ser imputados ao dividendo obrigatório de 2025. Adicionalmente, o Conselho recomendou à AGE de 29/12/2025 a declaração de dividendos intermediários de R$ 200 milhões (R$ 0,566404454 por ação), a serem pagos em 2026, 2027 e 2028, com direito na base de 29/12/2025 e ex a partir de 30/12/2025, alinhado à regra de transição de tributação de dividendos declarados até 31/12/2025. Também foi recomendada a elevação do capital em R$ 200 milhões via capitalização de reservas, com bonificação em ações; farão jus os acionistas posicionados em 29/12/2025, com ações ex a partir de 30/12/2025 e crédito das novas ações em 02/01/2026.
Este pacote combina distribuição de reservas acumuladas e reorganização do capital, e sinaliza confiança na geração de caixa. O movimento consolida a virada operacional e a disciplina financeira evidenciadas no resultado do 3T25, com lucro de R$ 64,8 mi e alavancagem de 0,61x. O cronograma escalonado dos dividendos para 2026-2028 suaviza desembolsos e preserva fôlego para capex e integração, enquanto a bonificação ajusta a estrutura de capital sem saída de caixa, ampliando base acionária e liquidez. Ao imputar parte do pagamento ao dividendo obrigatório de 2025, a companhia também confere previsibilidade ao payout anual.
Do ponto de vista de alocação de capital, a decisão dialoga com a padronização contratual e a prudência em M&A adotadas em 2025: tíquetes compatíveis com o balanço, pagamentos parcelados indexados ao IPCA, retenções e cláusulas de não competição. Esse padrão foi reafirmado pelo laudo de avaliação do art. 256 sobre a CCS, que confirmou a não relevância da transação e reforçou a disciplina de capital. Ao estruturar aquisições com menor pressão de caixa e alavancagem, a empresa manteve espaço para remunerar acionistas agora, sem comprometer a execução de integração e expansão comercial. No eixo operacional, os dividendos vêm após movimentos de adensamento de rede e consolidação regional que sustentam monetização via combos e aumento de ARPU.
Nessa trajetória, ganham relevância as iniciativas de crescimento inorgânico tático voltadas ao Sul do país. As aquisições de carteiras da 3SNET e da SerraNet concluídas em 31 de outubro ilustram a expansão FTTH com locação e compartilhamento de infraestrutura, acelerando sinergias comerciais e reduzindo desembolsos imediatos. A sequência desses marcos ajuda a explicar a confiança para propor um dividendo extraordinário multi-anual e uma bonificação, a serem deliberados na AGE de 29/12/2025, sem perder tração na integração e no avanço da convergência fixa-móvel.







