A Unifique (FIQE3) entregou um 3T25 de consolidação operacional: lucro líquido de R$ 64,8 mi (+39,4% a/a), receita líquida de R$ 306,2 mi, EBITDA ajustado de R$ 160,6 mi (margem de 52,5%) e EBIT de R$ 87,3 mi. A banda larga somou 823,5 mil acessos (+6,0% a/a) com churn de 1,42%, enquanto a móvel alcançou 211,2 mil acessos, com 41,2 mil adições líquidas e churn de 1,66%. Mesmo com SG&A maior (+27,7% a/a, sobretudo por marketing) e depreciação de R$ 68,6 mi, a alavancagem permaneceu baixa (Dívida Líquida/EBITDA LTM de 0,61x), preservando flexibilidade para integração e novas iniciativas comerciais.
No campo inorgânico, os eventos subsequentes dão continuidade ao adensamento regional no Sul e reforçam a estratégia de convergência fixa-móvel. As aquisições de carteiras da 3SNET e da SerraNet concluídas em 31 de outubro sustentam a ocupação de rede em SC e RS, combinando contratos de locação/compartilhamento que diluem desembolsos e aceleram sinergias comerciais. O trimestre mostra essa engrenagem girando: 7,2 mil adições orgânicas em banda larga, 14,9 mil portas de redes adquiridas desativadas (otimizando capilaridade e custos), 81% da base móvel atrelada a combos e 53,8% das ativações por portabilidade. Com margem elevada e caixa robusto, a companhia consegue intensificar o investimento comercial (publicidade +62,5% a/a) para capturar share na móvel sem comprometer o balanço, ao mesmo tempo em que reduz churn via ofertas integradas e maior densidade de rede.
Do lado da infraestrutura, a expansão de cobertura própria 4G/5G para 91 cidades amarra a tese de convergência e prepara a próxima perna de crescimento em serviços móveis e corporativos no Sul. Essa frente se soma à compra de 100% da CCS Telecom formalizada em 31 de outubro, que amplia a base FTTH em praças estratégicas do litoral catarinense, favorece cross-sell de TV/Mídia e dá lastro de backhaul para ERBs 5G. O movimento, alinhado à disciplina de capital e contratos indexados ao IPCA, tende a acelerar a captura de sinergias operacionais, elevar ARPU via combos e sustentar ganho de participação em B2C, com potenciais desdobramentos no B2B (transporte e dados corporativos).
Na receita, a reprecificação e reestruturação de planos reordenaram o mix: Internet caiu 15,7% a/a (R$ 214,2 mi), enquanto TV e Mídia foi a R$ 105,7 mi puxada por Livros Digitais (R$ 91,5 mi; +451,2% a/a). Considerando Internet + Livros Digitais, o crescimento foi de 12,9% a/a, sinalizando migração de valor para bundles digitais e oferta convergente. A Telefonia Móvel (R$ 19,3 mi; +589,3% a/a) reforça essa trajetória. Em síntese, o 3T25 costura margens resilientes, churn menor e aceleração móvel com adensamento FTTH e M&A tático, preparando o terreno para monetização de rede e diferenciação via serviços integrados.







