Neste domingo, 2 de novembro de 2025, a Unifique (FIQE3) detalhou dois movimentos inorgânicos concluídos em 31 de outubro: a aquisição de carteiras de clientes e ativos correlatos da 3SNET (5.231 acessos em Indaial/SC, preço-base de R$ 12,4 milhões) e da SerraNet (3.104 acessos em Cambará do Sul e São Francisco de Paula/RS, preço-base de R$ 4,26 milhões). Em ambos os casos, não há transferência de controle societário, os pagamentos são parcelados com correção de 100% do IPCA e há cláusula de não concorrência por cinco anos. Na 3SNET, além da carteira, foi firmado aluguel de infraestrutura com promessa de compra futura; na SerraNet, haverá compartilhamento de rede e infraestrutura.

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O movimento dá continuidade à estratégia de consolidação regional em fibra e preparação de backhaul para ERBs 5G no Sul do país, reforçando a densidade de rede em SC e RS. Essa linha de crescimento inorgânico foi evidenciada na aquisição da CCS Telecom anunciada em 31 de outubro de 2025, também focada em ampliar a base FTTH e a infraestrutura para suporte ao 5G, com termos de pagamento indexados ao IPCA e não concorrência.

Diferentemente da transação da CCS, que envolveu aquisição de 100% do capital com retenção de 10% por 60 meses e pagamento escalonado em 37 parcelas, as operações com 3SNET e SerraNet são compras de carteira e ativos combinadas a contratos de locação/compartilhamento de rede, em 24 parcelas, preservando flexibilidade de integração operacional e menor complexidade societária. Em comum, as operações não se enquadram no art. 256 da Lei das S.A., sinalizando disciplina na alocação de capital e padronização contratual (IPCA, ajustes de preço, indenizações e não competição) que facilitam a captura de sinergias comerciais e a rápida ativação de acessos.

Na prática, a Unifique aprofunda sua estratégia em dois eixos complementares: (i) expansão e adensamento FTTH para crescer a receita recorrente regional; e (ii) fortalecimento da infraestrutura de transporte para viabilizar a implementação de 5G via ERBs. A integração dessas carteiras tende a acelerar a ocupação de rede existente, reduzir custo por cliente e aumentar a atratividade de ofertas convergentes, enquanto contratos de compartilhamento/locação mitigam desembolsos imediatos e mantêm opcionalidade de investimento futuro.

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