Em 19/11/2025, a Unifique (FIQE3) informou que o laudo de avaliação elaborado para fins do art. 256 da Lei das S.A. concluiu que a compra da CCS Telecom não exige convocação de assembleia nem confere direito de recesso. O investimento representa 6,29% do patrimônio líquido (R$ 1.123.540 mil em 31/08/2025), com preço médio por quota de R$ 3.531,04. Nos parâmetros legais, o PL a preços de mercado por ação foi de R$ 1.325,52 (limite 1,5x: R$ 1.988,29) e o LPA de R$ 228,75 (limite 15x: R$ 3.431,29); o valor justo por ação apurado (R$ 3.634,40) foi limitado a R$ 3.431,29. A transação, de cerca de R$ 70,6 milhões, considerou lucros da CCS de R$ 7,3 milhões (12M24) e R$ 1,8 milhão (12M23). O parecer complementa o comunicado anterior e encerra a etapa legal da aquisição da CCS Telecom formalizada em 31 de outubro de 2025, quando a companhia já havia indicado que não se tratava de investimento relevante e que solicitara o laudo técnico.

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Ao confirmar a não aplicação do art. 256, a Unifique reforça sua disciplina de capital e o padrão contratual que vem utilizando em movimentos inorgânicos: pagamentos escalonados indexados ao IPCA, retenções e cláusulas de não competição, com tíquetes calibrados ao tamanho do balanço. Essa coerência aparece também nas compras de carteiras da 3SNET e da SerraNet concluídas em 31 de outubro, estruturadas como aquisição de base de clientes e ativos com locação/compartilhamento de rede e menor complexidade societária. Em conjunto, os movimentos adensam a fibra no Sul, aceleram a ocupação da rede e preparam backhaul para ERBs 5G, criando condições para elevar ARPU via combos e capturar sinergias comerciais com rapidez, sem pressionar a estrutura de capital.

Do ponto de vista operacional e financeiro, a validação do laudo elimina incertezas de governança e destrava a execução da integração, alinhada à trajetória recente de resultados robustos. No 3º trimestre, a empresa reportou margens elevadas e alavancagem contida, preservando folga para M&A e investimento comercial — um pano de fundo que sustenta a captura de sinergias da CCS e das carteiras incorporadas. Esse quadro foi evidenciado no resultado do 3T25, com lucro de R$ 64,8 mi e alavancagem de 0,61x, além de expansão 4G/5G em 91 cidades e avanço da convergência fixa-móvel — fatores que devem potencializar cross-sell, monetização de rede e penetração em B2C e B2B após o fechamento regulatório e a integração operacional.

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Unifique TelecomunicaçõesFIQE3