A Smart Fit (SMFT3) assinou contrato para subscrever novas ações e assumir o controle da Evolve Participações em Sociedades S.A., com aquisição mínima de 60% do capital. O acordo prevê investimento de até R$ 100 milhões na subscrição, avaliando a empresa a um Enterprise Value de R$ 199,7 milhões. A Evolve opera 28 academias — 4 inauguradas em 2025 — e possui 7 unidades em construção, com foco no Centro-Oeste, sobretudo no Distrito Federal. Estão previstos R$ 40 milhões no fechamento, com o saldo a ser aportado em até 2 anos, corrigido pelo IPCA, e a participação final sujeita à apuração da dívida líquida. Haverá acordo de acionistas com opções de compra e venda para aquisição da totalidade das ações dos minoritários. O fechamento depende de condições precedentes usuais, incluindo aprovação do CADE. A operação não se enquadra no art. 256 da Lei 6.404/76 e, portanto, não será submetida à assembleia de acionistas.
Estratégicamente, o movimento acelera a densificação regional e adiciona um pipeline imediato de inaugurações, combinando expansão orgânica e inorgânica. Ele consolida a trajetória de crescimento mapeada no guidance de 340–360 aberturas em 2025 reiterado no 3T25, agora reforçada pela entrada de 28 unidades operacionais e 7 em construção em um mercado de alto tráfego como o DF. Ao priorizar subscrição primária — com capital entrando na Evolve — a Smart Fit tende a capturar sinergias operacionais, acelerar maturação das novas lojas e diluir custos pré-operacionais, enquanto as opções de compra e venda estruturam um caminho claro para eventual aquisição de 100% quando metas e condições forem cumpridas, reduzindo incertezas de governança no ciclo pós-integração.
Do ponto de vista de alocação de capital, a transação é coerente com a disciplina financeira recentemente explicitada, que combina remuneração ao acionista com reforço do equity. Em dezembro, a companhia anunciou um aumento de capital privado com direito de preferência anunciado em dezembro para preservar a estrutura de capital, em paralelo a um JCP robusto cujo crédito pode ser usado na subscrição. Esse desenho mitiga desembolso dos investidores, sustenta a base de equity e mantém os indicadores de alavancagem sob controle — condição essencial para financiar projetos de expansão e movimentos seletivos de M&A como este, sem tensionar o balanço. Além disso, o pagamento escalonado na Evolve, corrigido por IPCA e atrelado a condições contratuais, suaviza o perfil de caixa e reduz o risco de execução no curto prazo.
Em linha com essa prudência, a Smart Fit vem reduzindo o risco de refinanciamento e estabilizando o custo de capital, o que amplia a previsibilidade para aquisições com retorno ajustado ao risco atrativo. A 13ª emissão de debêntures e a continuidade da gestão de passivos ilustram a estratégia de reprofiling de dívidas e de alongamento de vencimentos, criando espaço para a agenda de crescimento sem sacrificar a saúde financeira. Ao combinar liability management, reforço de equity e um M&A com etapas de aporte e governança bem definidas, a companhia mantém a coerência do plano: expandir com escala e disciplina, capturando valor em praças-chave enquanto resguarda a estrutura de capital e acelera a execução com menor fricção regulatória — tema especialmente relevante dado que a operação não requer assembleia e aguarda apenas o crivo do CADE.







