A Smart Fit aprovou a distribuição de JCP de R$ 502,7 milhões (R$ 0,8417349145 por ação bruto; R$ 0,715474677 líquido), com direito aos acionistas posicionados em 5/12/2025, ações “ex” a partir de 8/12 e pagamento em 13/1/2026. Em paralelo, lançou aumento de capital privado entre R$ 81,8 milhões e R$ 376,5 milhões, a R$ 19,94 por ação (deságio de 20% sobre a média dos 30 pregões), com proporção de 3,16% (0,03161135 nova ação por cada ação) e exercício do direito de preferência de 8/12/2025 a 6/1/2026. O crédito do JCP poderá ser utilizado na subscrição, mitigando desembolso dos investidores; sobras terão rateio e eventual leilão, e os recursos visam preservar a estrutura de capital e compensar o efeito do JCP.

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Estratégicamente, a companhia combina remuneração ao acionista com reforço do equity para neutralizar o efeito de caixa do JCP e manter o balanço alinhado ao plano de expansão. O movimento dá continuidade à agenda de otimização do custo de capital e redução do risco de refinanciamento já evidenciada na 13ª emissão de debêntures aprovada em outubro, continuidade da gestão de passivos. Ao casar liability management com uma oferta com direito de preferência e deságio calibrado, a empresa reduz a diluição potencial, estimula a adesão e protege indicadores de alavancagem no curto prazo. O uso do crédito do JCP na integralização diminui o desembolso imediato do investidor e preserva liquidez, enquanto mantém a companhia capitalizada para sustentar aberturas e a maturação da base instalada. O pano de fundo operacional para essa decisão foi um trimestre de crescimento com margens estáveis e guidance mantido, coerente com a disciplina de capital sinalizada, como nos resultados do 3T25 com guidance mantido e a sinalização de disciplina de capital via JCP em setembro.

Do ponto de vista societário, a estrutura com direito de preferência protege a participação dos atuais acionistas, permite cessão de direitos e organiza o tratamento de sobras por rateio/leilão, favorecendo adesão ampla e formação eficiente de preço. Esse desenho dialoga com a rotação recente da base acionária e maior liquidez, exemplificada pelo block trade do Pátria em novembro, com rotação da base e preservação da governança, que reforçou a estabilidade do bloco de controle. Em conjunto, a previsibilidade operacional, a gestão ativa do passivo e o ajuste fino do equity mostram uma estratégia coesa: financiar o crescimento com custo de capital sob controle, remunerando o investidor sem perder tração na execução.

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