Os números do 3T25 da CELESC mostram aceleração operacional e financeira: lucro líquido de R$ 170,1 mi, EBITDA de R$ 420,5 mi e receita líquida de R$ 3,0 bi, com altas de 123,4%, 66,4% e 12,8% vs. 3T24. Na Distribuição, a receita foi a R$ 2.912,2 mi (+12,7%), o EBITDA atingiu R$ 377,8 mi (+77,7%) e o lucro R$ 141,0 mi (+177,2%), apoiados por volume maior (7.131 GWh, +3,7%), TUSD (+9,1%) e maior participação de energia de curto prazo (PLD). Este resultado consolida a trajetória operacional evidenciada pelo crescimento de 3,7% na energia faturada e expansão de 3,6% da base de clientes no 3T25, adicionando monetização via reajuste tarifário e eficiência.
Do lado de custos, a energia comprada avançou 9,5% (R$ 1.958,2 mi), mas a forte queda de provisões (R$ 28,7 mi vs. R$ 80,2 mi no 3T24) preservou margens. Qualidade de serviço seguiu positiva, com DEC de 6,10 h e FEC de 3,89, ambos abaixo dos limites da Aneel, enquanto perdas recuaram para 6,71% (vs. 7,46% em 2024). O ciclo tarifário contribuiu: reajuste médio de 3,02% em 2024/2025 e de 13,53% em 2025/2026 a partir de 22 de agosto. O resultado financeiro foi negativo em R$ 108,9 mi, refletindo dívida majoritariamente pós-fixada atrelada ao CDI, equilibrada por um trimestre de EBITDA robusto. Os investimentos somaram R$ 385,7 mi no 3T25 (R$ 1.047,7 mi no 9M25), sustentando a melhoria de qualidade e o crescimento de base.
Essa combinação — demanda resiliente, expansão de clientes, indicadores de qualidade dentro do regulatório e execução de capex — reforça a coerência com a afirmação do rating nacional AA(bra) pela Fitch em 27 de outubro de 2025, que já destacava a previsibilidade operacional e a disciplina de governança. Em suma, os resultados do 3T25 validam a tese de estabilidade de crédito e dão continuidade a um ciclo de investimentos que tende a sustentar margens regulatórias, mesmo diante de custos financeiros pressionados pelo CDI e da maior exposição a variações de PLD.






