A ANEEL homologou o Reajuste Tarifário Anual da Equatorial Piauí, com efeito médio de +13,57% (alta tensão: +13,42%; baixa tensão: +13,61%), válido a partir de 02/12/2025. A Parcela B (custos gerenciáveis e remuneração do capital) foi atualizada de DRA 1.470,6 para DRP 1.510,0 (+2,68%). No cálculo, a agência considerou IPCA de 4,51% e Fator X de 1,77% (Pd 1,324%; T 0,530%; Q -0,086). Em termos regulatórios, o RTA recompõe custos e atualiza a VPB via IPCA – Fator X, funcionando como ponte de caixa entre revisões periódicas. O movimento é consistente com o RTA de outubro/25 em Goiás, que elevou a Parcela B e explicitou a lógica de IPCA–Fator X como ponte de caixa, reforçando previsibilidade de receita até as RTPs.
No Piauí, a decisão dialoga com a evolução operacional recente: aceleração de energia injetada e redução de perdas nas distribuidoras do Norte/Nordeste, com o PI entre os destaques e maior penetração de geração distribuída. A atualização da Parcela B e um Fator X moderado — com componente Q levemente negativo, que reduz o desconto sobre o IPCA na VPB — ajudam a sustentar CAPEX em automação e reforço de rede, mitigando penalidades de qualidade (DEC/FEC) e preservando a estabilidade do EBITDA‑tarifa. Essa leitura se apoia no release operacional do 3T25, que destacou o Piauí como motor de volume e maior participação de GD na injetada, criando terreno para capturar eficiência entre ciclos regulatórios.
De forma estratégica, este RTA no PI consolida a agenda pós‑rotação de portfólio: foco em distribuição, retorno regulado e geração de caixa mais previsível para financiar qualidade e redução de perdas. O trimestre mais recente já havia marcado essa inflexão, com ganhos de eficiência, perdas abaixo do nível regulatório e melhora de qualidade — base que sustenta a alocação de CAPEX e a desalavancagem. A continuidade dessa tese aparece nos resultados do 3T25, que consolidaram a rotação do portfólio e a resiliência do core regulado, ancorando a narrativa de previsibilidade entre RTAs e RTPs e uma execução cada vez mais integrada entre holding e concessões.







