O Grupo Mateus inaugurou nesta sexta-feira (28/11/2025) seu primeiro Atacarejo em Salvador, marcando a entrada do formato na capital baiana com 3.278 m² de área de vendas. O movimento integra o calendário de “Aberturas em 2025”, que somou 18 inaugurações e levou a rede a 305 unidades em operação: 101 Atacarejo – Mix Mateus, 82 Varejo, 85 Eletro, 1 Foodservice e 36 do Novo Atacarejo. Nas lojas de conveniência, são 283 unidades distribuídas principalmente no MA e PA. Em termos estratégicos, Salvador reforça a densificação no eixo Norte–Nordeste e consolida a ocupação de praças com logística integrada, em linha com a densificação por cluster no Agreste pernambucano evidenciada pela abertura em Caruaru.
Do ponto de vista operacional, a chegada à capital baiana consolida a agenda multifomato e a captura de produtividade por praça: a combinação de Atacarejo, Varejo e Hiper em corredores logísticos contíguos eleva poder de compra, reduz custo marginal de abastecimento e acelera ramp-up. O reforço de mix também conversa com a estratégia B2B e com o uso de formatos de maior giro, favorecendo SSS e conversão de caixa. Esse pano de fundo foi evidenciado pela melhora recente de margens e pela integração do Novo Atacarejo, com ganho de escala no Nordeste e ciclo de caixa mais curto, como mostrado na aceleração de lucros no 3T25 e consolidação do Novo Atacarejo. Em Salvador, essa base operacional tende a reduzir o tempo de maturação, aproveitando sinergias de abastecimento com praças já escaladas na Bahia e no entorno.
No financiamento da expansão, a inauguração na capital baiana se alinha à disciplina de capital que equilibra crescimento e previsibilidade de payout. A estrutura societária recente preservou flexibilidade para CAPEX em logística e TI, acelerando a execução do pipeline de 2025 sem pressionar a alavancagem. Essa engenharia de funding — inclusive com a possibilidade de usar créditos de JCP — foi desenhada para sustentar aberturas em regiões prioritárias como BA, CE e PE, reduzindo custo de capital e sincronizando retorno por praça ao cronograma de obras e conversões, conforme o aumento de capital por subscrição privada aprovado em 14/11/2025, com possibilidade de integralização via créditos de JCP. Em síntese, Salvador é mais um capítulo da mesma tese: densificar clusters rentáveis, monetizar escala e sustentar o ritmo de aberturas com caixa previsível e produtividade por metro quadrado.







