O Grupo Mateus (GMAT3) inaugurou um Atacarejo em Caruaru (PE), 13ª operação do formato no estado, com 3.652 m² de área de vendas. Em 2025, já são 14 inaugurações de varejo alimentar, totalizando 272 unidades no país — 100 Atacarejos, 82 lojas de Varejo e 90 de Eletro — além de 277 lojas de conveniência distribuídas entre MA, PA, PI, CE, BA, PE, SE, AL e PB. A abertura reforça a presença do grupo no Agreste pernambucano e dá continuidade ao plano de expansão com foco em densificação regional.
Este movimento consolida a densificação por cluster no Norte–Nordeste. A sequência recente inclui a inauguração do Atacarejo em Fortaleza (24/10), 13ª operação no Ceará, sinalizando execução em praças com escala comprovada e logística integrada. Em Pernambuco, a abertura em Caruaru dá profundidade à rota Agreste–Zona da Mata, reduz custo marginal de abastecimento, protege o ramp-up e amplia capilaridade em torno de polos urbanos e industriais. Ao priorizar áreas de vendas na faixa de 3,5 mil a 4,2 mil m² e o formato de maior giro, o grupo captura produtividade e acelera maturação das lojas.
Além da expansão geográfica, a companhia avança no desenho multifomato que combina atacarejo, varejo tradicional e hiper para aumentar ticket e sortimento em cada praça. Esse arranjo reforça poder de negociação com fornecedores e melhora o mix, sobretudo quando a densificação ocorre em estados contíguos e corredores logísticos compartilhados, como PE–PB–AL e MA–PI–CE. Esse redesenho ganhou um marco com o primeiro Hipermercado no Piauí em 17/10. Com o Hiper, o Grupo complementa a cesta onde já domina com atacarejo e varejo, elevando frequência e fidelização. A unidade de Caruaru, por sua vez, aprofunda a presença no interior pernambucano e captura demanda regional do Agreste, contribuindo para diluir custos fixos e fortalecer a participação por praça.
A expansão segue ancorada em disciplina financeira e alocação de capital previsível. Mesmo em ciclo de crescimento, o grupo tem usado instrumentos fiscais para sustentar o pipeline sem pressionar o balanço, como a distribuição de JCP aprovada em setembro de 2025, imputável aos dividendos mínimos. Essa abordagem reduz custo tributário, suaviza a sazonalidade de caixa e preserva espaço para inaugurações, amparada por estrutura de capital conservadora e rating de crédito elevado, o que mantém o custo de financiamento sob controle e o cronograma de aberturas estável. Com ciclo de caixa eficiente e CAPEX focado em formatos de maior rentabilidade, a companhia acelera ramp-up por praça e captura ganhos logísticos emergentes da integração regional. O efeito prático é maior conversão de caixa por metro quadrado e previsibilidade de retorno ao acionista sem comprometer o ritmo de expansão.
Do lado do mercado, a percepção de execução consistente tem se refletido no apetite de investidores de longo prazo. A elevação da participação da Squadra para 5,02% em setembro reforça a leitura de que a estratégia de densificação com produtividade está entregando, reduzindo risco de execução. Nesse contexto, a loja de Caruaru é mais um capítulo de uma tese de escala no Norte–Nordeste que combina crescimento, eficiência e disciplina de capital.







