Com a contratação de € 75 milhões (~R$ 470 milhões) junto ao Rabobank, integralmente convertidos para reais via derivativo, o GPA alonga o perfil de endividamento ao substituir um vencimento de julho de 2026 por parcela única em julho de 2028. A taxa efetiva ficou em CDI + 1,47% a.a., com juros semestrais, e a operação foi estruturada como clean, sem garantias, sob a Lei 4.131/62. O passo reforça a agenda de desalavancagem e disciplina de capital priorizada no Plano de Eficiência para 2026 (capex de R$ 300–350 mi e corte de R$ 415 mi).
Ao rolar o passivo para 2028, a companhia reduz a pressão de caixa de curto prazo e mitiga o risco de refinanciamento em 2026, mantendo o custo atrelado ao CDI e neutralizando a exposição cambial via hedge. Diferentemente de estruturas com colateral, o formato sem garantias sugere maior conforto do credor com a geração de caixa e a execução operacional. Essa decisão dialoga com os avanços reportados recentemente: lucro nas operações continuadas, margem EBITDA ajustada de 9,1%, ganho de participação em formatos-chave, fluxo de caixa livre operacional de R$ 744 milhões em 12 meses e alavancagem pré-IFRS 16 em 3,1x — fundamentos que suportam a extensão de prazo a um spread competitivo conforme o resultado do 3T25 e a trajetória de desalavancagem.
No vetor de liquidez estratégica, a administração sinaliza que seguirá informando o mercado sobre o plano de refinanciamento e esforços para reduzir a alavancagem. Nesse contexto, potenciais movimentos societários podem acelerar a agenda, como a discussão sobre a Financeira Itaú CBD (FIC). Uma eventual transação — desinvestimento, parceria ou rearranjo — reforçaria o caixa e encurtaria o caminho da desalavancagem, funcionando como complemento ao alongamento anunciado hoje, em linha com as negociações em curso sobre a FIC.







