O GPA aprovou, nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, um Plano de Eficiência para 2026 que prevê reduzir capex para R$ 300–350 milhões e cortar ao menos R$ 415 milhões em despesas operacionais. Como referência, o capex dos 12 meses encerrados em 30/09/2025 somou R$ 693 milhões. O foco declarado está no suporte à operação de lojas e na estrutura administrativa. A companhia afirmou que acompanhará as projeções conforme a regulação aplicável e que os números não constituem promessa de desempenho.
Esse anúncio dá continuidade à virada operacional baseada em eficiência, maturação de lojas e disciplina de capital já evidenciada no resultado do 3T25 com capex de R$ 146 mi, queda de despesas para 19,5% da receita e foco em eficiência. Ao projetar capex 2026 em cerca de metade do patamar de 12 meses, o GPA sinaliza um ciclo de investimento predominantemente de manutenção e produtividade, privilegiando ROIC sobre expansão acelerada. A meta de opex indica aprofundamento da simplificação de backoffice e revisão de suportes de loja, com potencial de ampliar margem EBITDA e geração de caixa recorrente, reforçando a desalavancagem.
A opção por reduzir o perfil de gastos, em vez de recorrer a soluções extraordinárias, mantém a coerência com a resposta ao Ofício da B3 que negou capitalização privada e reportou ~730 desligamentos como pilar de eficiência. Na prática, o plano de 2026 institucionaliza essa agenda: menor intensidade de investimento, prioridade em produtividade e caixa, e calibragem do ritmo de expansão. Para dar credibilidade às metas e ao acompanhamento dos efeitos contábeis e de provisões, ganha relevância a recomposição do Conselho Fiscal com especialistas contábeis e independência para escrutinar provisões e despesas, criando um arcabouço de governança capaz de monitorar a execução, reduzir ruído informacional e sustentar a trajetória de margens ao longo do próximo ano.







