São Paulo, 4 de novembro de 2025 — O GPA (PCAR3) encerrou o 3T25 com lucro líquido das operações continuadas de R$ 145 mi, revertendo o prejuízo de R$ 252 mi do 3T24. O número foi influenciado pelo reconhecimento de R$ 418 mi em créditos tributários. A receita líquida somou R$ 4,6 bi; o EBITDA ajustado atingiu R$ 412 mi (margem de 9,1%), com margem bruta estável em 27,6%. Em mesmas lojas, Pão de Açúcar +3,5%, Extra Mercado +5,5% e proximidade +2,8%, enquanto o digital avançou 9,8% em GMV (13,1% das vendas alimentares) e 10,3% de margem EBITDA pré-IFRS 16.
Este resultado consolida a execução de uma estratégia centrada em eficiência, disciplina e menor intensidade de expansão, como ficou claro na resposta ao Ofício da B3 que negou capitalização privada e reiterou a desalavancagem e a desaceleração da expansão. No trimestre, as despesas de vendas, gerais e administrativas recuaram para 19,5% da receita, refletindo a segunda etapa de simplificação. O capex de R$ 146 mi sinaliza foco em maturação de lojas e ROIC, com tendência de redução adicional adiante. Houve ganho de participação de mercado em premium (+0,6 p.p.) e proximidade (+1,6 p.p.), e o e-commerce seguiu escalável, com mais 65 lojas elegíveis. Em 12 meses, o fluxo de caixa livre operacional atingiu R$ 744 mi e a alavancagem pré-IFRS 16 ficou em 3,1x EBITDA, reforçando a prioridade em caixa e rentabilidade.
A materialidade de efeitos contábeis (R$ 418 mi em créditos tributários) e de custos de reestruturação (R$ 39 mi) destaca a importância de governança técnica sobre provisões, critérios contábeis e diálogo com auditoria. Nesse sentido, a recomposição do Conselho Fiscal com especialistas contábeis e independência formal funciona como pilar para sustentar a transparência e a qualidade dos números durante o ciclo de desalavancagem. Um CF funcional tende a reduzir ruídos sobre contingências, aprimorar o escrutínio sobre políticas tributárias e assegurar aderência a ritos de reporte — pontos críticos quando a companhia persegue ganho de margem via eficiência, limita a expansão a projetos com retorno comprovado e ancora a geração de caixa em produtividade de lojas e no digital.
No plano societário, o 3T25 foi divulgado dias após a renúncia do CEO e a eleição de um presidente interino que acumula Finanças e RI. Ainda assim, o tom da administração reforça continuidade: priorizar eficiência operacional, manter disciplina de capital e reorientar investimentos. A combinação de simplificação administrativa, capex enxuto e ganhos de participação sugere execução focada em rentabilidade, enquanto a teleconferência marcada para 5/11 deve detalhar o desdobramento das iniciativas para os próximos trimestres.







