Em 25 de novembro de 2025, a CBA (CBAV3) informou que Camila Abel Correia da Silva reassume, a partir de 26/11, as funções de Diretora Financeira e de Relações com Investidores, após licença-maternidade. No período, as atribuições estavam sob o Diretor-Presidente, Luciano Francisco Alves. Segundo a companhia, o movimento está em linha com o comunicado de 29 de julho de 2025. O documento agradece a dedicação de Luciano e deseja bom retorno a Camila, que assina o comunicado na qualidade de CFO e RI — um passo que reforça a separação de funções e a continuidade de governança às vésperas do fechamento do 4º trimestre.

Continua após o anúncio

O retorno ocorre em um momento-chave da narrativa estratégica da CBA, ancorada na competitividade via energia própria e baixo carbono, como reforçado no panorama institucional de 13 de novembro que detalhou a estratégia de energia própria e a entrada de 60 MWm do Serra do Tigre. A presença da CFO/RI é particularmente relevante para traduzir ao mercado as implicações financeiras de um portfólio elétrico “long” em energia, que combina autoprodução renovável, contratos de longo prazo e instrumentos de hedge. Em um ambiente de LME volátil e prêmios oscilando com políticas comerciais e CBAM, a consistência da comunicação com investidores é um diferencial para orientar expectativas sobre custo de energia, marcação a mercado e alocação entre consumo próprio e comercialização de excedentes.

Do ponto de vista de resultados, a recomposição operacional e o ganho de previsibilidade já haviam sido destacados nos resultados do 3T25 que anteciparam a consolidação do Serra do Tigre no 4T25 e marcaram a virada operacional. A volta da titular de Finanças e RI neste timing tende a assegurar continuidade na leitura de margens, especialmente à medida que o benefício energético começa a aparecer com mais clareza, e na comunicação sobre alavancagem, custo médio da dívida em dólar e evolução do hedge accounting — temas sensíveis para a percepção de risco e de geração de caixa no curto prazo.

Além disso, a movimentação de pessoas se conecta a marcos recentes da execução estratégica: no início de novembro, a empresa confirmou a conclusão da aquisição de autoprodução eólica no Serra do Tigre, com suprimento antecipado para 2025, eixo que sustenta a vantagem de custos e o posicionamento de baixo carbono. Com Cajuína III previsto para 2027 e a política de alocação de energia priorizando a produção de alumínio, a presença plena da liderança de Finanças e RI fortalece a coerência entre execução operacional, disciplina de capital e a narrativa ao mercado — consolidando a estratégia iniciada ao longo de 2025 e preparando o terreno para os próximos trimestres.

Publicidade
Tags:
Companhia Brasileira de Alumínio - CBACBAV3