Nesta quinta-feira, 13/11/2025, a CBA apresentou um panorama institucional que reforça seu posicionamento como produtora integrada, com eletricidade 100% renovável e rastreável e autoprodução crescente. A companhia detalhou 21 usinas hidrelétricas e 4 complexos eólicos (80% hídrico; 20% eólico), contratos eólicos com volumes fixos por 15 anos e “sem risco de geração”, e informou que desde outubro já conta com 60 MWm do Complexo Serra do Tigre; para 2027, entram mais 55 MWm do Cajuína III. Este movimento consolida a estratégia anunciada na conclusão da aquisição de autoprodução eólica no Serra do Tigre (60 MWm), enquanto a empresa reafirma ser “long” em energia, com custo médio de R$ 180/MWh nos contratos e ganho adicional esperado com o vencimento do contrato mais caro em 2028. Pela política de alocação, a energia mais barata é destinada à produção de alumínio e o excedente é comercializado no mercado livre, preservando competitividade de custos.

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A narrativa energética é central para a curva de custos e para o acesso a mercados de baixo carbono: a CBA reporta “100% de produção de alumínio de baixo carbono (Alennium)” e integra da bauxita à reciclagem, ampliando a flexibilidade de mix entre primários e transformados. Em um cenário de prêmios voláteis e exigências ambientais crescentes (CBAM), os novos contratos eólicos estabilizam a base de suprimento e reforçam a previsibilidade operacional. Este posicionamento dá continuidade ao panorama do 3T25 que ressaltou margens mais altas e a estratégia de energia própria para mitigar volatilidade, elevando a resiliência mesmo com oscilações de LME, prêmios regionais e custos globais de eletricidade.

No curto prazo, a combinação de ser “estruturalmente long” em energia e de ter um contrato mais caro expirando em 2028 dialoga com a proteção via hedge e swaps que prioriza previsibilidade de caixa, ainda que a contabilização do portfólio elétrico sofra marcação a mercado. A entrada efetiva do Serra do Tigre a partir de outubro e a antecipação de volumes para a fábrica de Alumínio/SP tendem a reduzir a dependência de contratos caros e a volatilidade do CPV, enquanto os 55 MWm de Cajuína III, a partir de 2027, aprofundam a diversificação. Esse encadeamento reforça os resultados do 3T25 que apontaram normalização e preparavam a consolidação do Serra do Tigre no 4T25, quando o benefício energético deveria começar a aparecer com mais clareza nas margens.

No plano estratégico mais amplo, o material resgata marcos que explicam a atual arquitetura de capital e foco operacional: a unidade de Alumínio (SP) inaugurada em 1955; o IPO em 2021 e o Follow On em 2023; e, em 2024, a venda de Alunorte e MRN e o aumento de capital. Nas operações, a CBA detalha capacidades de 2.000 ktpa em bauxita beneficiada, 800 ktpa em alumina, 376–430 ktpa em salas de fornos (com investimento para o ramp-up), 518 ktpa em primários e semiacabados, 215 ktpa em laminação/extrusão e 298 ktpa em reciclagem, sustentando um pipeline de expansão e modernização. No portfólio de geração, há pedidos de prorrogação de concessões indeferidos em primeira instância pelo MME, com recursos em análise; apesar de vencidas, a CBA permanece responsável pela gestão até deliberação, o que reforça a importância dos contratos de longo prazo já firmados e da disciplina de governança para manter a companhia no quadrante competitivo da curva global de custos.

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Companhia Brasileira de Alumínio - CBACBAV3