A Vibra (VBBR3) entregou um 3T25 com Ebitda ajustado de R$ 1,8 bi (R$ 177/m³), lucro líquido ajustado de R$ 546 mi, forte geração de caixa operacional (R$ 3,5 bi) e liberação de R$ 1,6 bi em capital de giro — combinação que reduziu a dívida líquida em R$ 2,3 bi e manteve a alavancagem em 2,7x. Em volumes, foram 9,258 milhões de m³, com market share total de 23,8% e recorde trimestral em lubrificantes. Na rede, 7.922 postos e Ebitda recorrente de R$ 994 mi; no B2B, Ebitda recorrente de R$ 544 mi. O lucro anual recuou devido ao comparativo distorcido do 3T24 pela LC 194/22. A companhia ainda confirmou proventos e agendou Investor Day para 9 de dezembro de 2025.
Nos renováveis (Comerc), o Ebitda @stake de R$ 238 mi e o ajuste do guidance para 2025 entre R$ 1,05–1,15 bi alinham o trimestre ao efeito de curtailment já explicitado na guidance de Ebitda @Stake revisada em outubro. A estratégia de mitigação — acelerar a entrada de usinas e capturar eficiências — aparece combinada à expansão da geração distribuída (+26% a/a) e a volumes robustos de trading, compondo um mosaico de execução que preserva a tese, ainda que com maior volatilidade no curto prazo.
Na estrutura de capital, o custo médio (CDI+0,73%) e o prazo de 4,5 anos refletem um passivo mais eficiente, sustentado por acesso a mercado e disciplina de liability management. Esse arranjo dá continuidade ao reforço de crédito observado com o rating BBB- (grau de investimento) obtido em setembro de 2025, que amplia base de investidores e favorece alongamentos de prazo e custo. Ao mesmo tempo, a forte conversão de caixa no trimestre e a liberação de capital de giro reforçam a prioridade de manter flexibilidade para equilibrar crescimento, volatilidade dos inventários e o ciclo de renováveis.
Do lado de governança e base acionária, a consistência na entrega operacional e o reforço de crédito sustentaram maior apetite institucional ao longo do 2º semestre. Esse movimento foi visível na ampliação da participação para 10,14% em setembro, indicando convicção na capacidade da Vibra de capturar margens na distribuição, navegar a normalização dos renováveis e sustentar um programa de remuneração recorrente ao acionista. À frente, o Investor Day deve detalhar alocação entre distribuição e renováveis, metas de margem por m³ e a cadência de investimentos para convergir o @stake ao novo intervalo.







