O Grupo Toky (TOKY3) reportou prejuízo de R$ 15,2 milhões no 3T25. A receita líquida somou R$ 339,8 milhões e o EBITDA foi de R$ 70,9 milhões (margem de 20,9%). Em relação ao 3T24, o GMV consolidado alcançou R$ 494,0 milhões (+150%) e a receita cresceu 125,2%, com margem bruta de 48,3% (+4,1 p.p.). Houve efeito de DIFAL (R$ 64,7 milhões em outras receitas) e amortização de mais-valia de estoque (R$ 14,5 milhões); sem esses itens, o EBITDA seria de R$ 20,7 milhões (margem de 6,1%) e a margem bruta atingiria 52,5%. Restrições de abastecimento e atrasos de entrega reduziram a venda em R$ 41,6 milhões e o EBITDA em R$ 12,3 milhões; parte (R$ 12,9 milhões) foi postergada para o 4T25. O EBIT foi de R$ 10,4 milhões (margem de 3,1%) e o resultado financeiro, negativo em R$ 28,0 milhões.
Operacionalmente, o website somou R$ 105,9 milhões, o marketplace R$ 66,5 milhões e as lojas físicas R$ 313,4 milhões (sendo R$ 259,2 milhões nas lojas Tok&Stok). As vendas mesmas lojas recuaram 7,7% na Tok&Stok e 5,5% na Mobly (7,3% no Grupo), mas a companhia concluiu a amortização da mais-valia de estoques da combinação com a Tok&Stok e anunciou a transferência da operação de móveis nacionais de Extrema para o CD da Mobly em Cajamar até dezembro, com economia anual estimada de R$ 23 milhões a partir de janeiro de 2026. Esse passo executa a consolidação de CDs e realocação para Cajamar com economias esperadas a partir de 2026, reforçando a disciplina operacional inaugurada com a reorganização de governança e preparando o terreno para margens mais limpas e eficiência logística no próximo ciclo.
Na estrutura de capital, a Toky reporta redução de aproximadamente R$ 221 milhões (32%) do endividamento bruto consolidado até setembro, via aquisição de partes das debêntures Toky e Tok&Stok por aumento de capital, e convocou Assembleia de Debenturistas para 4 de dezembro de 2025 a fim de deliberar aditamento que viabilize a conversão de 99% do saldo ao preço de R$ 10,50 por ação. Esse movimento dá continuidade ao pacote de liability management anunciado, com compra de debêntures da Tok&Stok e conversão de 99% do saldo, cujo objetivo é simplificar a estrutura, reduzir despesas financeiras e ancorar a recuperação de resultados.
Ao mesmo tempo, a companhia vem materializando as etapas de equitização, como o aumento de capital por capitalização de créditos com a Domus Aurea, etapa que materializa o roadmap de equitização, em um contexto de base acionária em rearranjo recente e com a chegada de investidor setorial relevante. Com a normalização do abastecimento “majoritariamente” endereçada, campanhas como Black Friday e datas festivas devem testar a capacidade de captura de demanda no 4T25, enquanto a combinação de desalavancagem, sinergias logísticas e fim dos ruídos contábeis da aquisição tende a sustentar a trajetória de melhora operacional.







