O Conselho de Administração do Grupo Mateus aprovou a distribuição de JCP de R$ 162,9 milhões (R$ 0,0725756534 por ação), imputáveis aos dividendos mínimos de 2025. Terão direito os acionistas na posição de 25 de setembro de 2025, com ações passando a ex-direitos em 26 de setembro. O pagamento será em parcela única, até 31 de dezembro de 2025, sem atualização monetária, sujeito a IRRF, com crédito nas contas informadas ao banco escriturador.
Este movimento consolida a política de alocação de capital do grupo: o JCP é usado como instrumento de eficiência tributária e previsibilidade de payout, como já se viu na alíquota efetiva de 8,8% no 2T25 apoiada por R$ 150,7 milhões em JCP. Ao imputar o JCP aos dividendos mínimos de 2025 e escalonar o desembolso até dezembro, a companhia reduz custo fiscal, preserva caixa para o ciclo de expansão e mantém consistência na remuneração sem comprometer a flexibilidade financeira. Isso também suaviza a sazonalidade de caixa e dá transparência ao investidor.
A decisão é coerente com a estrutura financeira conservadora validada pelo rating AAA (bra) reafirmado pela Fitch em agosto. Baixa alavancagem e flexibilidade de financiamento explicam a capacidade de distribuir proventos mesmo durante um ciclo de investimento, sem pressionar o balanço nem o custo de capital. Com dívida líquida/EBITDA historicamente baixa e ciclo de caixa eficiente, o Mateus mantém espaço para acelerar inaugurações e, ainda assim, remunerar o acionista, elevando a previsibilidade de geração de caixa.
Mesmo em meio à expansão de 2025 — com a inauguração do atacarejo em Feira de Santana (10ª unidade na Bahia) e densificação do estado e a integração do Novo Atacarejo — o grupo reforça seu foco em formatos de maior produtividade, captura sinergias logísticas e amplia poder de negociação. A geração de caixa derivada desse redesenho de mix e da escala é o que sustenta a possibilidade de distribuir JCP sem comprometer o pipeline de aberturas, mantendo o ritmo de crescimento e margens saudáveis.
Do lado do mercado de capitais, a coerência entre crescimento e disciplina foi reconhecida pela elevação da participação da Squadra para 5,02%, citando execução recente e remuneração via JCP, sinal que reforça a confiança na capacidade de conversão de caixa e na continuidade da estratégia: expansão disciplinada, balanço robusto e retorno ao acionista.







