A Terra Santa Propriedades Agrícolas (LAND3) reportou prejuízo de R$ 18,3 mi no 3T25, apesar do avanço de 22,9% a/a na receita líquida para R$ 22,1 mi, sustentada pelo arrendamento. O trimestre foi marcado por despesa extraordinária de cerca de R$ 38 mi em provisão de créditos de PIS/COFINS (2011–2015), o que pressionou o resultado contábil. Mesmo assim, o EBITDA Ajustado foi positivo em R$ 12,6 mi (margem de 57,2%) e a desalavancagem avançou: a dívida líquida caiu para R$ 44,2 mi e a alavancagem para 0,74x, após pagamentos de R$ 62,1 mi.
Do lado patrimonial, a companhia reconheceu ajustes da regularização fundiária, com baixa de aproximadamente 4.570 hectares (R$ 63,3 mi) a partir de 1º jan. 2024. Este movimento consolida a governança e a transparência iniciadas com a conclusão da baixa de áreas (4.205 ha) e a convocação de AGE para reduzir o capital e absorver os ajustes, quando a administração também comunicou reapresentação de saldos comparativos e reforçou que essas áreas não afetavam a receita de arrendamento.
Operacionalmente, o modelo baseado em arrendamentos ganhou tração com a renegociação com a SLC (maior patamar de sacas por hectare), enquanto o encerramento do manejo florestal em 3T24 reduziu fontes de receita não core. A política de hedge (fixação de preço da safra e proteção cambial) mitiga volatilidade e dá previsibilidade ao fluxo de arrendamentos, com 33% da safra 2025/26 já fixada até 30-set-25 e coberturas cambiais relevantes.
Em síntese, números pressionados por efeitos não recorrentes conviveram com fundamentos em melhoria: expansão da receita de arrendamento, margem operacional ajustada positiva e forte queda da alavancagem, em linha com a mensagem de reforço de governança. O webinar de resultados em 17/nov dará visibilidade adicional sobre a execução da regularização fundiária e a disciplina financeira para 2026.







