Ao aceitar integralmente os títulos validamente apresentados nas ofertas de recompra das notes 5,750% 2026 e 5,500% 2027, a Suzano concluiu a etapa principal do seu programa de liability management. Após a liquidação prevista para 11/09/2025, os saldos remanescentes serão de US$ 285,478 milhões (2026) e US$ 302,337 milhões (2027). Os preços foram de US$ 1.012,18 e US$ 1.017,73 por US$ 1.000 de principal, respectivamente, definidos a partir do spread fixo sobre o rendimento até o vencimento dos Treasuries dos EUA na tarde de 8/9; os juros corridos serão pagos em dinheiro. O prazo de participação se encerrou às 17h de 8/9 em Nova York, e US$ 1,34 milhão submetidos por Procedimentos de Entrega Garantida ainda dependem de requisitos de entrega. As ofertas não foram realizadas no Brasil e não constituem oferta pública local. O movimento dá continuidade ao lançamento da nova emissão e do Offer to Purchase em 2 de setembro.
Na prática, a conclusão deste tender consolida o redesenho do cronograma de vencimentos, reduzindo o pico de amortizações de 2026/27, diminuindo o risco de refinanciamento e trazendo maior duração ao passivo. O movimento reforça a disciplina financeira, preserva opcionalidade para decisões operacionais em 2026 e sinaliza acesso contínuo a capital internacional, em dólar, em condições competitivas e com execução calibrada. A engrenagem financeira foi viabilizada pela precificação de US$ 1 bilhão em Bonds 2036, cujos recursos foram direcionados às recompras e à eventual make-whole. Ao casar a recompra com funding de prazo estendido, a companhia converte um bloco de vencimentos de curto prazo em dívida longa, com precificação ancorada em spread fixo sobre Treasuries, mitigando risco de janela e sustentando a avaliação de risco. Esse encadeamento dá previsibilidade ao caixa e fortalece o perfil de crédito.
Sob a ótica de balanço, o passo atual se apoia em fundamentos operacionais recentes e em um balanço capaz de suportar a troca de passivos sem estresse de liquidez. Essa leitura é coerente com a alavancagem em dólares de 3,1x e a forte geração de caixa no 2T25, que dão conforto para alongar dívida agora e atravessar 2026 com menor concentração de amortizações. Em suma, a Suzano avança uma estratégia contínua: reduzir risco de refinanciamento, alongar duration e manter transparência com investidores, conectando decisões financeiras de hoje à execução operacional e às janelas de ciclo da celulose.







