O Banco ABC Brasil (ABCB4) reportou no 3T25 lucro líquido recorrente de R$ 256,8 mi (+5,2% t/t; +0,7% a/a), ROAE de 15,5% e NIM de 4,4% a.a. A Margem Financeira atingiu R$ 652,0 mi, maior patamar histórico, com pré-provisão +7,9% e pós-provisão +7,2% no trimestre. A carteira expandida somou R$ 52,3 bi (+0,4% t/t; +4,6% a/a), com destaque para Middle (+10,3% t/t). A inadimplência >90 dias recuou para 0,6% (-10 bps), com coberturas de 389% e 90% (Estágio 3). Despesas operacionais cresceram 3% a/a, abaixo do piso do guidance de 2025, reforçando disciplina. A Basileia ficou em 16,7% (Nível 1: 14,3%), já com efeito pró-forma de -32 bps decorrente da recompra de AT1 em outubro, mantendo folga. Este desempenho se apoia na calibragem de capital já explicitada no resgate de R$ 176,4 milhões em instrumentos perpétuos em 17 de outubro de 2025, que reduz custo, preserva liquidez e sustenta o retorno.
Na alocação ao acionista, a combinação de geração recorrente, controle de risco e avanço da margem com clientes cria espaço para remuneração via JCP e recompras sem comprometer o crescimento seletivo em Corporate/Middle. O movimento dá continuidade à disciplina estratégica evidenciada no programa de recompra aprovado em 26 de setembro de 2025, que complementa os resgates de capital híbrido e sinaliza confiança na monetização da expansão de NIM ao longo dos próximos trimestres. Ao mesmo tempo, a queda da captação total no trimestre (-2,6%) indica gestão ativa do funding, enquanto o índice de capital permanece confortável para sustentar crescimento com qualidade de crédito e despesas sob controle, em linha com o guidance.
Em comunicação com o mercado, o banco agendou conferência em 7/11 para detalhar os vetores da NIM recorde, a dinâmica de provisões, o ganho de share no Middle e a sensibilidade do capital após os resgates de AT1, além do cenário para captação e custos. O cronograma dialoga com a live da CNN Money de 6 de novembro de 2025, consolidando a narrativa de previsibilidade: primeiro, ajustar o balanço; depois, traduzir as escolhas de capital em expansão de margem e ROAE; por fim, manter a execução do guidance de despesas e devolver valor ao acionista de forma disciplinada.







