Nesta segunda-feira, 6 de outubro de 2025, a Lavvi (LAVV3) informou que seu Conselho de Administração aprovou a 3ª emissão de notas comerciais escriturais, em até três séries, no montante de R$ 400 milhões. As notas servirão de lastro para CRIs da Opea Securitizadora, que serão objeto de oferta pública sob registro automático na CVM, em regime de garantia firme para o valor total. A definição da existência e quantidade de séries e da remuneração ocorrerá via procedimento de coleta de intenções com investidores qualificados (Res. CVM 30), e a operação está sujeita às condições de mercado e às exigências da Res. CVM 160. Os recursos líquidos serão destinados à aquisição, construção e/ou reforma de imóveis específicos. A aprovação se deu em 3 de outubro e a companhia disponibilizou ata, prospecto e lâmina, com coordenação de XP (líder), Daycoval, Itaú BBA, Safra e UBS BB.
Movimentos como este consolidam a estratégia de financiar o crescimento com instrumentos de mercado atrelados a projetos, preservando a disciplina de capital ao direcionar os recursos para landbank e obras em curso. Em um ciclo de lançamentos intensos e alta velocidade de vendas, a combinação de CRIs com lastro em recebíveis e notas comerciais tende a antecipar funding ao ritmo do pipeline, diminuindo pressão sobre caixa e alavancagem corporativa. Essa leitura dialoga diretamente com o foco em regiões premium de São Paulo e com a expansão da Novvo (MCMV), ao mesmo tempo em que reforça o compromisso com rentabilidade. O pano de fundo é o pipeline robusto e o landbank de R$ 9,4 bilhões, com ROE de 28% e dívida líquida em 0,1x EBITDA, destacados na apresentação institucional de 11 de agosto de 2025, que já apontavam continuidade de crescimento com disciplina.
Além de apoiar o avanço do pipeline, a estrutura com garantia firme sinaliza coordenação entre originação de projetos e captação, mitigando risco de execução e ancorando custo de capital compatível com o perfil de recebíveis imobiliários. Ao calibrar séries e remuneração via bookbuilding com investidores qualificados, a Lavvi testa a profundidade de demanda e a precificação do seu risco, fortalecendo a visibilidade junto ao mercado. Essa frente de mercado de capitais se alinha à gestão de liquidez do papel em bolsa, evidenciada pela troca do formador de mercado para a Itaú Corretora em setembro de 2025, adotada para ampliar profundidade do book e reduzir spreads, compondo uma mesma estratégia: acelerar crescimento com funding competitivo, governança de mercado e liquidez dos ativos.







