A Vale informou que o Conselho aprovou, em 26/04/2023, a versão 02 do Regulamento Interno da Auditoria Interna (POL-0029-G), reforçando a independência da 3ª linha de defesa. O texto determina: avaliação externa independente ao menos a cada cinco anos; submissão anual do Plano de Auditoria ao Conselho após apreciação do CARE; reporte funcional e direto do Diretor de Auditoria e Conformidade ao Conselho; adesão às práticas mandatórias do IIA; acesso irrestrito a registros e pessoas; e execução do PGQM com comunicação anual. Canal de Denúncias e Integridade, que se reportam ao Diretor, serão avaliados por consultores externos sob supervisão do CARE. A Auditoria cobrirá governança, riscos, controles, SOX, conformidade e apoio a investigações, sempre sem autoridade operacional sobre áreas auditadas.

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Este movimento consolida a arquitetura de governança ao explicitar papéis, autonomia e ritos de reporte da Auditoria Interna, fechando o circuito entre Conselho, CARE e Administração. Ele dá continuidade ao fortalecimento de alçadas e accountability nas investidas, ao conectar a supervisão independente da 3ª linha com o ordenamento decisório e de voto nas estruturas societárias descrito na Política Corporativa POL-0043-G que estruturou gestão de investidas, alçadas e accountability. Em termos práticos, planos de auditoria baseados em risco, avaliações periódicas e trilhas formais de reporte aumentam previsibilidade, reduzem assimetrias entre unidades e transformam governança em ferramenta de execução e alocação de capital.

Ao mesmo tempo, o reforço à independência e à qualidade da Auditoria se alinha à disciplina de pessoas e colegiados. A exigência de confirmações anuais de independência, PGQM e avaliações externas dialoga com critérios de elegibilidade, diversidade, due diligence de integridade, malus e clawback, tornando o ciclo de supervisão mais coerente com incentivos e sucessão. Essa convergência já havia sido formalizada na Política de Administradores (POL-0047-G) com sucessão, critérios de independência e incentivos de longo prazo, que amarra avaliação de desempenho, composição de colegiados e responsabilização a métricas de criação de valor e ASG. Na prática, Auditoria robusta mais conselhos bem calibrados reduzem risco de agência e fortalecem o controle de riscos críticos.

Por fim, institucionalizar avaliações externas quinquenais, PGQM e um plano anual de auditoria ancorado em risco sustenta a confiabilidade do reporte corporativo, inclusive para frameworks internacionais e exigências de SOX. Isso reforça o fio de transparência e de prestação de contas que a companhia vem destacando na adoção antecipada de ISSB/TNFD e evolução de ratings apresentada no webinar ESG de outubro de 2025. O resultado é uma narrativa coesa: governança societária e de pessoas definem alçadas e incentivos; a Auditoria, agora com salvaguardas explícitas de independência e qualidade, monitora sua aderência e a eficácia dos controles, elevando a previsibilidade operacional e financeira e reduzindo o prêmio de risco.

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