Nesta segunda-feira, 27 de outubro de 2025, o Banco do Brasil (BBAS3) informou que divulgará o resultado do 3º trimestre de 2025 em 12/11/2025, após o fechamento do mercado, e que estará em período de silêncio de 28/10/2025 a 12/11/2025 para assegurar equidade no tratamento das informações. A live de resultados ocorrerá em 13/11/2025, quinta-feira, às 9h (horário de Brasília), com transmissão em português, tradução simultânea para inglês e Libras, via página de RI (www.bb.com.br/ri). O comunicado é assinado por Janaína Storti, Gerente Geral de Relações com Investidores.
Ao anunciar o quiet period, o BB reforça um padrão de comunicação que privilegia previsibilidade, simetria de informações e uso de materiais arquivados previamente. Essa disciplina já pautou agendas recentes com investidores, incluindo o encontro anual em Nova York de 24/09, quando o banco enfatizou ritos claros de disclosure e práticas de equidade para evitar assimetria informacional e leituras fora de contexto. Esse conjunto de medidas protege o processo de formação de preço e prepara o mercado para uma temporada de resultados com expectativas mais bem ancoradas, em linha com o encontro anual com investidores em Nova York e o reforço de equidade e materiais arquivados.
Para o investidor, o calendário divulgado organiza a leitura do 3T25 como mais um capítulo do “ano de ajuste”: crescimento mais seletivo por segmentos, normalização da margem financeira, custo de crédito ainda pressionado e preservação de capital e cobertura. Essa moldura estratégica orienta o acompanhamento das métricas de rentabilidade, eficiência e qualidade da carteira, além de contextualizar a política de remuneração convergente ao payout de 30%. Nesse sentido, os números do próximo trimestre devem ser interpretados à luz das balizas já comunicadas publicamente, como a Apresentação Institucional do 2T25 que consolidou a recalibragem do guidance (NII, custo de crédito, crescimento e payout).
Outro vetor que deve permear a discussão com o mercado é a gestão de funding e capital. Ao substituir passivos caros e reduzir exposição cambial, o banco tende a ganhar previsibilidade de custo e robustez regulatória, elementos-chave para atravessar a segunda metade do ano com estabilidade prudencial. Essa linha de execução inclui a troca de dívidas perpétuas em dólar por instrumentos domésticos mais baratos, sem pressionar liquidez ou índices de capital, e a calibragem do mix de funding por custo e duração; em conjunto, reforçam disciplina e eficiência. Esse percurso dialoga com a decisão de resgatar o Banbra 8,748% e avançar na substituição de passivos legados por instrumentos domésticos.







