EGIE3

ENGIE BrasilUtilidade Pública

SCORE 7,1
R$ 29,80-R$ 0,19(-0,63%)
SCORE 7,1+ Carteira

Principais indicadores · Utilidade Pública

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Dividend Yield
4,05 %
Preço/Lucro
13,27
Preço/VPA
2,50
ROE
18,86 %
ROIC
13,94 %
Margem líquida
19,35 %
CAGR Receita líquida 5A
0,52 %
Market Cap
R$ 34,04 B
Liquidez corrente
1,54
Margem bruta
46,77 %
Preço
R$ 29,80
Preço/Ativos
0,58

Cotação

7,1/10 · fundamentos acima da média
Rentabilidade9,9
Consistência10,0
Negociabilidade6,5
Liquidez10,0
Crescimento0,3
Alavancagem5,7

Análise Fundamentalista de EGIE3 (ENGIE Brasil)

IA

A ENGIE Brasil é uma empresa do setor de Utilidade Pública, atuando no subsetor e segmento de Energia Elétrica, com ações negociadas na B3 sob o ticker EGIE3. Sua atividade principal envolve estudos, projetos, construção e operação de usinas geradoras e sistemas de transmissão de energia elétrica, além de atos empresariais relacionados. A companhia construiu um portfólio diversificado de geração, incluindo usinas hidrelétricas, eólicas e termelétricas, e ao longo do tempo ampliou sua atuação para transmissão, distribuição de energia e gás natural.

Os fundamentos financeiros indicam rentabilidade elevada para o padrão do setor, com ROE e ROIC de dois dígitos e margens bruta, líquida e EBIT robustas, o que sugere eficiência operacional na geração e comercialização de energia. O crescimento recente de receita e lucro em cinco anos é praticamente nulo ou levemente negativo, apontando para uma fase mais madura do negócio. A relação dívida líquida/EBITDA em torno de 3 vezes indica nível de alavancagem relevante, que deve ser interpretado em conjunto com a geração de caixa estável do setor elétrico e com a liquidez corrente e seca confortáveis.

A empresa obteve nota 7,1 no Visno Score, resultado que reflete principalmente rentabilidade e consistência consideradas fortes ao longo do tempo, combinadas com indicadores de liquidez bem avaliados. Por outro lado, a pontuação mais baixa em crescimento sugere uma dinâmica de expansão mais moderada, típica de negócios já consolidados em utilidade pública.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

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Dados cadastrais

Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
28
Código CVM
17329
CNPJ
02.474.103/0001-19
Dt. últ. preço
31/07/2026
Dt. últ. resultado
31/03/2026
Dt. próx. resultado
05/08/2026
Free float
31,28 %

Sobre ENGIE Brasil

A ENGIE Brasil Energia S.A. é uma sociedade anônima de capital aberto com sede em Florianópolis, Santa Catarina, e tem suas ações negociadas na B3 sob o ticker EGIE3, no segmento do Novo Mercado. A companhia surgiu em 1998 a partir da privatização de parte dos ativos de geração da Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, que atendia os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses ativos foram vertidos para a Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A. (Gerasul), cujo controle foi arrematado em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro pela então GDF SUEZ Energy Latin America Participações Ltda., atualmente ENGIE Brasil Participações Ltda., integrante do grupo francês ENGIE S.A. Em 2002, a Gerasul passou a se chamar Tractebel Energia S.A., companhia que aderiu ao Novo Mercado em 2005, reforçando práticas de governança corporativa. Em 2016, a razão social foi novamente alterada para ENGIE Brasil Energia S.A., alinhando a denominação à de seu controlador global, e as ações migraram do código TBLE3 para EGIE3 na B3, enquanto os recibos negociados no mercado norte-americano passaram a usar o código EGIEY.

A ENGIE Brasil atua como uma plataforma de investimentos em infraestrutura no setor elétrico, com foco principal em geração centralizada de energia elétrica e atividades complementares de transmissão e trading de energia. A empresa opera sob o modelo de produtor independente de energia, explorando concessões e autorizações de uso de bem público para construir e operar usinas e sistemas de transmissão. O portfólio de geração é composto por usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), parques eólicos, usinas solares fotovoltaicas e termelétricas movidas a biomassa, com capacidade instalada total operada de 11.625,5 MW em 31 de março de 2025, dos quais 69,9% provenientes de hidrelétricas e 30,1% de fontes complementares renováveis. A empresa concentra sua receita no segmento de geração, que respondeu por cerca de 84% da receita operacional líquida em 2024, complementado por receitas de transmissão e trading de energia.

O modelo de negócios da ENGIE Brasil está estruturado em três segmentos operacionais principais: geração, transmissão e trading de energia elétrica. A geração, núcleo do negócio, engloba a produção e comercialização de energia oriunda de seu parque de usinas distribuído em diferentes regiões do país, combinando contratos de longo prazo e operações no mercado livre, tanto para energia convencional quanto incentivada. A transmissão é responsável pela construção, implantação e operação de linhas de transmissão, subestações e demais equipamentos associados às concessões conquistadas em leilões regulatórios, como os sistemas Gralha Azul, Novo Estado, Gavião Real e, mais recentemente, o lote Graúna e o Sistema de Transmissão Asa Branca. O trading, por sua vez, é conduzido por subsidiárias especializadas – ENGIE Trading Comercializadora de Energia Ltda. e ENGIE Brasil Comercializadora de Energia Ltda. – e busca capturar resultados em operações direcionais de compra e venda de energia em horizontes de curto e médio prazo, respeitando limites de risco previamente definidos pela administração.

O parque gerador da ENGIE Brasil apresenta forte predominância de ativos hidráulicos de grande porte, complementados por um portfólio crescente de fontes eólica, solar e biomassa. Entre as usinas hidrelétricas destacam-se Itá, Salto Santiago, Machadinho, Salto Osório, Estreito, Cana Brava, Jaguara, Miranda, São Salvador, Passo Fundo e Ponte de Pedra, que somam milhares de megawatts de capacidade instalada e estão localizadas em importantes bacias hidrográficas, como as dos rios Uruguai, Iguaçu, Tocantins, Grande, Araguari, Passo Fundo e Correntes. Nas fontes complementares, a companhia opera complexos eólicos como Serra do Assuruá, Santo Agostinho, Campo Largo I e II, Umburanas e Trairi, além de diversos conjuntos fotovoltaicos, entre eles Lar do Sol, Juazeiro, São Pedro, Sol do Futuro, Sertão Solar, Paracatu, Floresta, Barreiras, Assú Sol, Assú V e ativos de pesquisa e desenvolvimento em Tubarão, em Santa Catarina. Na biomassa, a geração é realizada por termelétricas que utilizam bagaço de cana-de-açúcar, evitando o uso de combustíveis fósseis. As PCHs Rondonópolis e José Gelázio da Rocha complementam a matriz com geração hidroelétrica de menor porte.

Em termos de atuação geográfica, a ENGIE Brasil possui ativos de geração distribuídos por diversas unidades da federação, abrangendo estados como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Essa dispersão geográfica contribui para diversificação de riscos hidrológicos e eólicos, além de permitir atendimento a clientes em diferentes regiões do Sistema Interligado Nacional. Na transmissão, a companhia opera milhares de quilômetros de linhas e subestações em estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, ampliando a capacidade de escoamento da energia gerada por seus próprios empreendimentos e por terceiros. Apesar da diversificação de ativos, a totalidade da receita líquida reportada deriva de operações no Brasil, sem geração de receita operacional em outros países, ainda que faça parte de um grupo econômico multinacional.

No campo comercial, a ENGIE Brasil mantém carteira diversificada de clientes no Ambiente de Contratação Livre (ACL), sem concentração relevante em um único comprador, já que nenhum cliente individual respondeu por mais de 10% da receita líquida total em 2024. A companhia negocia energia convencional e incentivada, atendendo principalmente consumidores corporativos de médio e grande porte, além de comercializadoras e distribuidoras de energia. A estrutura de trading complementa a geração física com operações financeiras e de otimização de portfólio, aproveitando diferenças regionais, sazonais e de perfil de carga. A empresa também oferece soluções associadas à descarbonização, como créditos de carbono, certificados internacionais de energia renovável (I-RECs) e contratos específicos ENGIE-REC, que visam atestar o consumo de energia elétrica de fontes renováveis e apoiar metas de redução de emissões de gases de efeito estufa de seus contratantes.

A atuação da ENGIE Brasil está inserida em um ambiente fortemente regulado, com supervisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as atividades de geração, transmissão e comercialização de energia. Usinas hidrelétricas de grande porte e sistemas de transmissão operam sob regime de concessão, obtidas por meio de processos licitatórios conduzidos pelo Poder Concedente, enquanto PCHs e usinas de menor porte podem operar via autorizações ou registros. A legislação setorial, como a Lei nº 8.987/1995 (Lei de Concessões) e normas específicas sobre prorrogação, relicitação e reversão de ativos, define obrigações de prestação de serviço adequado, critérios de prorrogação de concessões e condições de indenização de investimentos não amortizados em bens reversíveis. A Aneel também estabelece regras para penalidades administrativas, que podem envolver advertências, multas, restrições à participação em novos leilões e, em casos extremos, caducidade de concessões, o que reforça a relevância da conformidade regulatória no modelo de negócios da companhia.

Em linha com a estratégia global do Grupo ENGIE, a ENGIE Brasil consolidou uma trajetória de descarbonização de seu portfólio, com foco crescente em fontes renováveis. Esse movimento incluiu a venda de sua última usina termelétrica a carvão, Pampa Sul, em 2023, resultando em um parque de geração composto integralmente por fontes renováveis – hidrelétrica, eólica, solar, biomassa e PCHs. A empresa também promoveu rotação de ativos no segmento de transporte de gás, ao vender sua participação na Transportadora Associada de Gás (TAG) para a Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) ao final de 2023, concentrando investimentos em geração e transmissão de energia elétrica, embora o Grupo ENGIE, controlador, permaneça sócio relevante da TAG. Em 2024 e 2025, a companhia seguiu expandindo seu portfólio de energia solar fotovoltaica no Brasil por meio da aquisição de conjuntos como Juazeiro, São Pedro, Sol do Futuro, Sertão Solar Barreiras e Lar do Sol, incorporados pela subsidiária ENGIE Brasil Energias Complementares Participações Ltda.

Em aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG), a ENGIE Brasil divulga anualmente relatório de sustentabilidade com base em padrões internacionais como GRI (Global Reporting Initiative) e SASB (Sustainability Accounting Standards Board), além de seguir as recomendações da TCFD (Task Force on Climate Related Financial Disclosures) no reporte de riscos e oportunidades climáticas. O relatório é submetido à verificação independente, que em 2024 foi realizada pela Bureau Veritas, e contempla uma matriz de dupla materialidade que relaciona temas ambientais, sociais e de governança ao impacto potencial sobre desempenho financeiro, riscos e criação de valor no longo prazo. Esse conjunto de iniciativas contribuiu para a inclusão da empresa no S&P Global Sustainability Yearbook 2025, entre as líderes globais de sustentabilidade no setor elétrico, e no Dow Jones Best in Class Emerging Markets Index, refletindo o reconhecimento externo das práticas ASG da companhia no contexto dos mercados emergentes. A combinação entre uma base de ativos renováveis, governança corporativa alinhada a padrões internacionais e integração às métricas de sustentabilidade reforça o posicionamento da ENGIE Brasil no universo de empresas listadas na B3 voltadas à transição energética.

Perguntas frequentes sobre EGIE3

Qual a cotação de EGIE3 hoje?

A cotação de EGIE3 em 31/07/2026 é de R$ 29,80. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

EGIE3 paga dividendos?

Nos últimos 12 meses, EGIE3 pagou dividendos e/ou JCP no meses de maio, agosto, dezembro, totalizando R$ 1,46 por ação (Dividend Yield de 4,05%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.

Como comprar ações de EGIE3?

Para comprar ações de EGIE3 (ENGIE Brasil), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código EGIE3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de EGIE3?

Para analisar EGIE3, considere indicadores como P/L de 13,27, Dividend Yield de 4,05%, ROE de 18,86%, margem líquida de 19,35%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.