A Lavvi (LAVV3) informou que o serviço de formador de mercado de suas ações ordinárias na B3 passará da BTG Pactual Corretora para a Itaú Corretora a partir de 21 de setembro de 2025, com início efetivo das atividades em 22 de setembro. O contrato tem prazo indeterminado e pode ser encerrado por qualquer parte com aviso mínimo de 30 dias à outra parte e à B3. Segundo a Companhia, o objetivo é fomentar a liquidez de LAVV3, em conformidade com a Resolução CVM 133/2022 e os regulamentos da B3. A Lavvi reforçou ainda possuir 74.230.129 ações em circulação e que o formador de mercado não mantém acordos com os controladores quanto a voto ou negociação de valores mobiliários.

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Em termos estratégicos, a troca de formador de mercado tende a melhorar a profundidade do livro de ofertas, reduzir spreads e sustentar maior giro em um momento de visibilidade crescente junto ao mercado. Isso ocorre após um ciclo de aceleração operacional e financeira que ampliou a base de investidores e trouxe novos catalisadores de liquidez, como dividendos. Essa consistência foi evidenciada no resultado do 2T25, com ROE anualizado de 28%, margem líquida de 24,6% e dividendos de R$ 0,14 por ação, reforçando a atratividade do papel e a necessidade de infraestrutura de negociação mais robusta.

Nesse contexto, a presença de um novo market maker se alinha a uma companhia em expansão, com pipeline relevante e disciplina de capital, o que tende a exigir execução mais fina na ponte entre oferta e demanda de ações. A gestão de liquidez no pregão torna-se especialmente relevante quando a empresa combina projetos premium, giro comercial elevado e fortalecimento do landbank, pois eventos de lançamento, pré-venda e distribuição de resultados costumam aumentar a volatilidade e o fluxo de ordens. Essa leitura encontra respaldo na apresentação institucional de 11 de agosto de 2025, que consolidou ROE de 28%, margem de 23%, landbank de R$ 9,4 bilhões e um pipeline robusto tanto no segmento premium quanto na NOVVO (MCMV), sinalizando continuidade do ciclo de crescimento com rentabilidade.

Em perspectiva histórica, a decisão também conversa com a trajetória desde o IPO: ampliar a base de investidores, sustentar crescimento com disciplina financeira e reduzir o custo de capital por meio de liquidez consistente. À medida que a Lavvi verticaliza sua presença em regiões nobres de São Paulo e, simultaneamente, diversifica com a NOVVO, o papel do formador de mercado ganha peso como instrumento de estabilidade e eficiência de preço. Esse movimento consolida a narrativa construída na evolução desde o IPO, com ROE de 26%, avanço de 48% na receita LTM até o 1T25 e projeções de lançamentos superiores a R$ 2,5 bilhões para 2025-2026, reforçando que a governança de mercado e a execução operacional caminham juntas na estratégia corporativa.

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