Na sexta-feira, 17 de outubro de 2025, a Energisa e sua controlada direta Energisa Transmissão de Energia S.A. energizaram o reforço na subestação Oriximiná (PA), com a instalação do 2º banco de autotransformadores monofásicos (TR2) 500/138-13,8 kV de 150 MVA. O investimento foi de aproximadamente R$ 57,7 milhões e o projeto adiciona ao portfólio do grupo uma RAP de R$ 7,7 milhões. Entregue 30 meses após a REA nº 14.314 — “dentro do prazo regulatório previsto” —, o reforço, autorizado para a LMTE, aumenta a potência instalada, possibilita remanejamento de cargas e melhora a confiabilidade de suprimento a Oriximiná, Óbidos, Curuá, Alenquer e Monte Alegre, impactando cerca de 80 mil consumidores.

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Este marco conclui uma etapa da expansão orgânica do portfólio de transmissão da companhia com retorno contratual (RAP) e execução dentro da janela regulatória. Ao elevar a capacidade e a confiabilidade em um nó relevante do sistema amazônico, a Energisa consolida receitas reguladas de longo prazo e menos voláteis. O movimento dialoga com a organização da estrutura de capital no 2º semestre, ancorada no bookbuilding da 24ª emissão de debêntures, de R$ 3,65 bilhões, concluído em 16/09. Com duration maior e liquidez preservada, a empresa reforça a capacidade de sustentar a esteira de investimentos regulados em transmissão sem pressionar o balanço, mitigando risco de rolagem e mantendo previsibilidade de caixa. Além de suavizar o mapa de vencimentos, a padronização de liquidações e recompras de séries legadas reduziu a complexidade administrativa e criou um “trilho financeiro” mais estável para projetos com RAP.

Ao mesmo tempo, o pano de fundo regulatório tornou-se mais previsível, reduzindo a volatilidade dos recebíveis nas distribuidoras e dando visibilidade para compromissos de capital multianuais. Esse ambiente favorece decisões como a energização em Oriximiná, pois qualidade e continuidade do serviço são métricas centrais do ciclo regulatório, enquanto a RAP adicionada remunera investimentos sob regras estáveis. Exemplo desse reposicionamento é a 6ª revisão tarifária da EPB aprovada em agosto, que recalibrou a receita requerida, reforçou metas de qualidade e reconheceu limites de perdas, fortalecendo o fluxo operacional do grupo para suportar o ciclo de investimentos.

Do lado operacional, a normalização de volumes após o choque climático de 2024, somada à expansão do TUSD com a migração ao mercado livre e às perdas sob controle, vem estabilizando a geração de caixa das concessões. Esse conjunto sustenta uma narrativa de continuidade: operação mais previsível na distribuição, passivo alongado e investimento regulado em transmissão entregando capacidade e confiabilidade em pontos críticos. Nessa linha, o boletim de consumo de agosto apontou perdas totais em 12,07% em 12 meses, TUSD em alta de dois dígitos e volumes estabilizados, reforçando a base para decisões de capital que convertem em RAP e resiliência na qualidade do fornecimento. Em suma, a energização em Oriximiná consolida disciplina regulatória, reforço de confiabilidade regional e expansão de receitas reguladas, alinhados a uma agenda corporativa que privilegia previsibilidade e execução.

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