A apresentação institucional de 9/10/2025 costura a narrativa de escala e previsibilidade construída desde 2018: lucro acumulado de R$ 2,7 bi, CAGRs robustos em VGV (~37%), unidades (~29%) e lucro (~29%), UDM de lançamentos de R$ 8,4 bi, estoque de R$ 2,7 bi e 53.066 unidades em construção. A estratégia segue concentrada nas praças core, com market share estimado de 6,6% na cidade de São Paulo e 15,2% no Rio, enquanto o Porto Maravilha soma 12.151 unidades lançadas (VGV lançado de R$ 4,1 bi) e 10.596 vendidas (VGV vendido de R$ 3,6 bi). O landbank alcança R$ 23,3 bi (SP: R$ 18,0 bi; RJ: R$ 5,3 bi) e o pipeline urbano inclui a OUC do Porto ampliada e o PIU Arco Tietê em aprovação — vetores que sustentam o giro e a expansão de longo prazo. Esse quadro dá continuidade ao que a prévia operacional do 3T25 que confirmou o landbank de R$ 23,3 bi, o estoque de R$ 2,7 bi e a execução concentrada em SP e RJ já vinha sinalizando, incluindo a cadência de lançamentos nas duas praças e o foco em conversão rápida via VSO e repasses aderentes ao MCMV.

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Do lado de retorno ao acionista, a companhia reporta R$ 2,1 bi em dividendos entre 2018 e 2025 e payout médio de 94% — um desenho consistente com geração de caixa recorrente e cronograma de obras puxado por estoque majoritariamente em construção. Esse padrão foi reafirmado pelos dividendos intermediários de R$ 200 milhões aprovados em setembro, conectando execução operacional a disciplina de capital sem descasar crescimento e liquidez. Em paralelo, a geração de caixa recorde recente, a expansão do landbank e o portfólio com projetos-âncora (como Square Panamby e Cidade Mooca) aumentam a opcionalidade entre crescimento, remuneração e eficiência por ação, especialmente num contexto de demanda resiliente no ticket até R$ 500 mil. A visibilidade dessa tese ganhou novo patamar com a entrada de CURY3 no Ibovespa em setembro, marco que reconhece escala, previsibilidade e governança — e que tende a exigir consistência na manutenção de VSO, repasses e margens para sustentar a liquidez ampliada.

Estrategicamente, a continuidade dos lançamentos em SP e RJ combinada a vetores de desenvolvimento urbano — Porto Maravilha, incentivo do novo Plano Diretor do Rio e, em São Paulo, o potencial do PIU Arco Tietê — aponta a próxima fase da mesma engrenagem: ampliar o potencial construtivo onde a Cury já domina o ciclo operacional, alimentando o landbank e convertendo em VGV com giro alto. Esse enredo está alinhado às metas operacionais e financeiras comunicadas ao mercado, que pressupõem disciplina de caixa, velocidade de vendas e execução de obras. Em termos de relacionamento com investidores, a apresentação atual dá sequência à agenda de comunicação ativa do DRI após o 2T25, reforçando transparência e coerência entre guidance, alocação de capital e entrega. À frente, monitorar a aprovação do Arco Tietê, a velocidade de repasses no novo fluxo da Caixa e a captura do potencial adicional na Zona Norte do Rio ajudará a medir a continuidade do ciclo de crescimento com retorno ao acionista.

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