Nesta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, a Cury anunciou a entrada de CURY3 no Ibovespa, principal índice da B3. O marco coincide com os cinco anos do IPO e representa um salto de visibilidade, liquidez e cobertura, com potencial de inclusão em fundos passivos e maior presença em carteiras referenciais. A administração atribui o feito à consistência operacional, disciplina e foco em geração de valor — elementos que posicionam a companhia num patamar de maturidade típico de líderes do segmento residencial.
Este movimento consolida a trajetória recente de execução acima do setor, evidenciada pelos resultados recordes do 2T25, quando a Cury reportou lucro de R$ 236,7 milhões, ROE de 70,1% e já figurava como confirmada para ingresso na carteira do Ibovespa a partir de setembro. A aceleração de repasses, margens em expansão e um landbank mais robusto elevaram a relevância da companhia e sustentaram volumes crescentes em bolsa — ingredientes que costumam preceder a inclusão em índices de referência. A formalização no índice tende a ampliar a base de investidores, reduzir spreads e aprofundar a liquidez diária, retroalimentando a visibilidade da tese.
Do lado de capital, a decisão dialoga com sinais recentes de confiança e disciplina da gestão. Após encerrar a venda de ações próprias no primeiro semestre, o Conselho aprovou a recompra aprovada em agosto, de até 10% das ações em circulação — um movimento típico de empresas que percebem desconto frente aos fundamentos e que já geram caixa de forma recorrente. Em paralelo, o ingresso no Ibovespa tende a estimular giro e participação de ETFs, o que exige manter governança sólida, free float adequado e cadência de resultados para sustentar o novo patamar de liquidez.
No plano estratégico, a inclusão no Ibovespa reforça a mensagem de previsibilidade e escala: a companhia vem combinando crescimento de vendas, expansão do landbank e disciplina de caixa, sustentando métricas de rentabilidade elevadas para o setor. Esse arcabouço está alinhado ao guidance para 2025 (lucro de R$ 722 mi e ROE de 68%), apoiado nas praças core de São Paulo e Rio e em histórico de dividendos relevantes. À frente, vale monitorar manutenção da VSO, execução de lançamentos, evolução do custo de capital e a dinâmica do Minha Casa Minha Vida — vetores que devem balizar desempenho e permanência no índice.







