A Cury divulgou a prévia operacional do 3T25 com geração de caixa de R$ 233,1 milhões — recorde e 26º trimestre consecutivo no positivo. No período, lançou R$ 2,0 bilhões em VGV (nove empreendimentos, 6 em SP e 3 no RJ) e vendeu R$ 1,8 bilhão, enquanto o banco de terrenos atingiu R$ 23,3 bilhões (+19,6% a/a). A VSO líquida ficou em 40,6% (vs. 47,5% no 2T25 e 43,9% no 3T24), com preços médios em leve correção e 93,1% das vendas até R$ 500 mil — mix aderente ao Minha Casa Minha Vida. A empresa ressaltou que a queda t/t dos repasses foi afetada pela nova regra da Caixa (reconhecimento após registro em cartório), mantendo saldo a receber de R$ 204,9 milhões.
Este resultado consolida a execução e a previsibilidade que a companhia vem defendendo, em linha com a entrada de CURY3 no Ibovespa e o guidance para 2025 (lucro de R$ 722 mi e ROE de 68%). A estratégia de concentrar lançamentos no 1º semestre explica parte da menor VSO t/t e do recuo de preços médios, sem comprometer a expansão de produção (+17,8% a/a) nem o fortalecimento do landbank (+10,6% t/t). Em paralelo, o recuo trimestral dos repasses contrasta com a aceleração no acumulado do ano (R$ 4,8 bi, +26,5%), sinal de que a conversão de vendas segue robusta apesar do efeito de timing regulatório.
A geração de caixa recorde no trimestre (R$ 233,1 mi) e no ano (R$ 362,2 mi, +14,5% a/a) reforça a capacidade de transformar VGV em liquidez, abrindo espaço para retorno ao acionista sem descasar obras e pipeline. Esse padrão dialoga com os dividendos intermediários aprovados em setembro (R$ 200 milhões), que ancoram a narrativa de previsibilidade e disciplina de capital. Com estoque de R$ 2,7 bilhões (98% em obras), 6.262 unidades concluídas no trimestre e 82 obras em andamento, a empresa prioriza giro de caixa e repasses, enquanto o saldo a receber mitigará parte do efeito da nova regra da Caixa nos próximos meses.
No tabuleiro de alocação de capital, a solidez operacional e o landbank de R$ 23,3 bilhões preservam opcionalidades entre crescimento, dividendos e eficiência por ação. Esse playbook é consistente com a recompra aprovada em agosto e a agenda de comunicação ativa ao mercado, que refletem confiança da gestão e foco na criação de valor. À frente, a cadência de repasses, a manutenção da VSO em patamar saudável e a execução dos lançamentos nas praças core de SP e RJ serão determinantes para sustentar o ciclo — ao passo que a companhia afirma estar aprimorando processos internos para reduzir prazos e impactos do novo fluxo de registros.







