Nesta terça-feira, 7 de outubro de 2025, a Braskem respondeu ao Ofício 255/2025 da CVM, após reportagem sugerir que bancos credores da Novonor poderiam executar garantias e, ao lado da Petrobras, assumir o controle da companhia em até 60 dias. A Braskem afirmou não ter conhecimento das informações, reforçou que não conduz negociações de seus acionistas e informou ter solicitado esclarecimentos à Novonor e à Petrobras. Ambas também declararam não haver decisão ou evolução material sobre o tema, mantendo o debate no âmbito de acionistas e credores, fora da gestão executiva da companhia.

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Este capítulo recoloca a discussão de controle societário no radar, mas sob a ótica de governança e diligência informacional. Do lado regulatório, um marco relevante já havia sido a aprovação pelo CADE, sem restrições, da operação envolvendo o controle societário, que trouxe maior previsibilidade procedimental para eventuais rearranjos futuros. Embora o ofício não indique transação em curso, o precedente regulatório ajuda a explicar a prontidão da Braskem em responder à CVM, reforçando transparência, rotina de esclarecimentos e separação entre decisões de acionistas e a agenda operacional.

Enquanto o debate sobre eventual assunção de controle se dá entre acionistas e credores, a gestão executiva segue priorizando resiliência e alocação disciplinada de capital. Esse vetor estratégico se expressa na rotação seletiva de portfólio, como nas conversas com a Unipar sobre potenciais transações de ativos, que visam concentrar capital em operações de maior retorno e ampliar flexibilidade financeira. Em cenários de incerteza societária, o foco em execução, geração de caixa e simplificação do portfólio sustenta a autonomia operacional, reduz a sensibilidade ao ciclo e prepara a companhia para diferentes desfechos acionários, preservando valor para todos os stakeholders.

Nesse mesmo arco, a disciplina financeira foi elevada a prioridade corporativa, com a contratação de assessores para apoiar um diagnóstico de alternativas econômico-financeiras voltado à otimização da estrutura de capital. Essa frente consolida a estratégia iniciada ao longo do downcycle: proteger liquidez, alongar passivos e separar riscos por ativo/geografia. Assim, mesmo diante de especulações sobre o bloco de controle, a narrativa da Braskem mantém coesão: governança rigorosa no diálogo com reguladores e foco em alavancas operacionais e financeiras sob sua esfera de decisão.

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