Em 30 de setembro de 2025, a Moura Dubeux (MDNE3) formalizou um memorando de entendimentos não vinculante com a Direcional (DIRR3) e sua subsidiária Riva para avaliar coinvestimentos em projetos residenciais nas capitais do Nordeste, com foco em média renda (linha Mood) e baixa renda (linha Ún1ca), incluindo empreendimentos enquadrados na Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida. A companhia enfatizou que cada projeto será analisado individualmente, com direitos e obrigações definidos caso a caso, e que a efetivação dependerá de aprovação do CADE e da assinatura de contratos definitivos. O anúncio foi feito em continuidade ao comunicado do dia anterior, que já havia detalhado o escopo e a natureza exploratória da parceria com a Direcional e a Riva, conforme o comunicado de 29/09 sobre a avaliação de coinvestimento com a Direcional/Riva para projetos Mood e Ún1ca.

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Estratégicamente, o movimento dá escala ao posicionamento multissegmento da Moura Dubeux no Nordeste, aliando seu conhecimento local ao track record da Direcional no segmento econômico via Riva, com potencial de reduzir risco de execução, acelerar o time-to-market e otimizar uso de capital em projetos selecionados. Esse passo consolida a diretriz apresentada quando a companhia projetou a continuidade da linha Mood e a estreia da marca Ún1ca no segundo semestre, ancorada por resultados fortes e por funding planejado, como descrito no pipeline do 2º semestre divulgado junto ao lucro recorde do 2T25, que já previa a expansão das marcas Mood e Ún1ca. Ao amarrar a expansão de portfólio a estruturas de coinvestimento e ao rito regulatório (CVM 44 e CADE), a empresa preserva disciplina financeira e governança, essenciais para sustentar rentabilidade no ciclo.

Operacionalmente, a parceria proposta se conecta ao ritmo recente de lançamentos e vendas no 3T25, quando a Moura Dubeux reportou VGV líquido expressivo, VSO robusto e reforço do landbank, com destaque para a diversificação por praças core (PE e CE) e avanço seletivo em BA e RN. Os números reforçam a tração comercial das linhas por faixa de renda e indicam capacidade de absorver projetos adicionais sem pressionar caixa, sobretudo quando combinados a estruturas de permuta e alongamento de passivos. Nesse contexto, os resultados preliminares e a evolução do banco de terrenos apresentados na prévia operacional do 3T25, que consolidou a virada operacional e a diversificação por faixa de renda dão lastro à avaliação de coinvestimentos: com demanda sustentada e cadência de entregas/obras, a parceria pode calibrar alocação de capital por projeto, preservando margens enquanto amplia presença na Faixa 3 do MCMV.

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