Na prévia operacional do 3T25, a Moura Dubeux reportou lançamentos de R$ 1,3 bi em VGV líquido e vendas/adesões líquidas de R$ 1,1 bi. O VSO líquido trimestral ficou em 25,6% (−6,3 pp a/a; −4,3 pp t/t), com VSO UDM de 53,1%. Distratos foram de R$ 59 mi (5,2% das vendas brutas no trimestre e 7,1% em 12 meses). A companhia lançou 5 projetos (1.394 unidades), com distribuição de VGV líquido concentrada em PE (46%) e CE (39%), além de BA (9%) e RN (6%). Entregou 6 projetos e encerrou com consumo de caixa de R$ 77 mi no trimestre. No 9M25, lançamentos e vendas cresceram 73,1% e 50,3% a/a, respectivamente — consolidando a virada operacional e o pipeline delineados no resultado recorde do 2T25 e agenda de lançamentos do 2º semestre.

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Mesmo com normalização sequencial frente ao 2T25, a tração comercial segue robusta: as vendas e adesões brutas somaram R$ 1,124 bi, o VSO de lançamentos atingiu 52,1% no trimestre (58,6% em 12 meses) e os distratos permaneceram contidos. A distribuição geográfica do VGV reforça a liderança nas praças core (PE e CE) e o avanço seletivo em BA e RN, enquanto as 7 aquisições de terrenos elevam o landbank para 56 áreas, com VGV potencial de R$ 9,7 bi e estrutura de permutas que preserva caixa. Este movimento dá continuidade à diversificação de produto e faixa de renda — em especial as linhas Mood e Ún1ca — e pode ganhar escala com a avaliação de coinvestimento com a Direcional para projetos residenciais no Nordeste.

O consumo de caixa no trimestre é compatível com pico de obras, entregas relevantes e reforço do banco de terrenos; mais importante, a arquitetura de capital segue alinhada ao ciclo: passivos alongados, combinação de debêntures e CRIs e alinhamento entre ritmo de obras, aquisição de terrenos e vendas. Essa disciplina sustenta o ritmo de lançamentos em um patamar elevado sem comprometer a rentabilidade, ao mesmo tempo em que dá previsibilidade ao funding para 2025/2026. A companhia também mantém o padrão de disclosure e ressalva que os números são preliminares e sujeitos à auditoria, preservando a simetria informacional. Esse desenho financeiro e de governança foi detalhado no Money Minds, quando a empresa explicitou o pilar de funding estruturado para suportar o pipeline.

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