A Auren Energia informou que o diretor-presidente Fabio Zanfelice participará, na quinta-feira, 25 de setembro de 2025, do evento online “O Papel das Hidrelétricas na Transição Energética”, promovido pela Agência Infra, com transmissão ao vivo no YouTube. O painel começa às 9h (BRT) e a participação do executivo está prevista para as 11h (BRT). Segundo a companhia, o comunicado atende ao Ofício-Circular nº 7/2020-CVM/SEP. O documento, datado de 24 de setembro de 2025, é assinado por Mateus Ferreira, vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, e destaca que o encontro debaterá a importância das hidrelétricas na descarbonização e seu uso como “bateria natural” do sistema.

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Mais do que agenda institucional, a presença do CEO num debate sobre hidrelétricas reforça a narrativa estratégica da Auren de combinar portfólio renovável com flexibilidade operacional. Essa visão dialoga com os resultados do segundo trimestre, quando a companhia reportou EBITDA recorde de R$ 981 milhões no 2T25 e avanço da integração com a AES Brasil, consolidando ganhos de escala, maior disponibilidade dos ativos e captura de sinergias. Ao recolocar as hidrelétricas como pilar de flexibilidade, a empresa explicita como o despacho hídrico amortece a variabilidade das fontes eólicas e solares e melhora a gestão de riscos de preço e hidrologia, sustentando contratos de longo prazo em um sistema com sobra estrutural em queda.

No eixo financeiro, a discussão sobre confiabilidade e velocidade de resposta do parque hídrico se apoia no reforço de balanço promovido em agosto. A companhia executou resgates antecipados de debêntures em 20 de agosto, consolidando a estratégia de liability management e alongando prazos, movimento que reduz custo, suaviza amortizações e aumenta a previsibilidade do caixa. Com custo menor e cronograma mais suave, a Auren preserva capacidade para modernização e manutenção de ativos hídricos, ao mesmo tempo em que sustenta um pipeline de renováveis variáveis. Essa combinação financeiro-operacional é central para transformar a flexibilidade das hidrelétricas em vantagem competitiva em ambiente de preços mais voláteis.

Do lado comercial, a companhia tem convertido a resiliência do portfólio em volumes e preços relevantes, sinalizando que a flexibilidade hídrica, quando combinada à geração eólica, amplia a capacidade de ofertar produtos com previsibilidade e perfis de entrega ajustados ao cliente. Esse posicionamento ficou claro no semestre recorde e contratos de 200 MW médios acima de R$ 220/MWh, além da conclusão do plano de liability management, evidenciando uma estratégia coerente: fortalecer o balanço, capturar sinergias operacionais e usar a “bateria natural” das hidrelétricas para sustentar crescimento comercial com disciplina de capital.

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