Nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa; TAEE3, TAEE4, TAEE11) informou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico emitiu os termos de liberação para energização das linhas de transmissão 500 kV Ponta Grossa/Assis C1 e C2 da concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica (Ananaí), o que adiciona aproximadamente R$ 123,6 mi à Receita Anual Permitida (RAP, receita regulada dos ativos de transmissão) da concessão no ciclo 2026-2027, já com PIS/COFINS, equivalente a 71,3% da RAP total, com efeitos retroativos a partir de 27 de julho de 2026.

Segundo a Taesa, o empreendimento de Ananaí já operava parcialmente, com RAP habilitada de cerca de R$ 45,1 mi no ciclo 2026-2027, conforme comunicado de maio. Com a nova energização, o valor total de RAP habilitada passa a aproximadamente R$ 168,7 mi, já acrescida de PIS/COFINS, o que corresponde a 97,3% da RAP total prevista para o projeto.

O empreendimento está localizado nos estados de São Paulo e Paraná e foi estruturado para permitir o intercâmbio de energia entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A entrada em operação ocorreu entre 10 e 8 meses antes do prazo regulatório da ANEEL, que era março de 2027, e a companhia destaca a contribuição do ativo para o atendimento ao setor industrial da Região Metropolitana de Curitiba.

Ananaí corresponde ao lote 1 do leilão de transmissão nº 02/2022, realizado em dezembro de 2022, sendo 100% controlado pela Taesa. O projeto possui RAP total de R$ 173,3 mi no ciclo 2026-2027, já com PIS/COFINS, Capex regulatório da ANEEL de R$ 1,75 bi, 363 km de linhas de transmissão de 500 kV e 525 kV e quatro subestações acessadas pela companhia.

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