Nesta terça-feira, 23/09/2025, a Azevedo & Travassos informou que a Nemesis Brasil Participações adquiriu do Camaçari FIP Multiestratégia 88.585.918 ações ON e 149.398.219 PN, por R$ 0,39 e R$ 0,40, respectivamente, total de R$ 94,3 milhões. Com o fechamento, a compradora passou a deter 54,38% do capital e deverá protocolar OPA nos termos do art. 254-A. O preço será pago em 10 parcelas anuais: as de 1 a 9 atreladas às distribuições (dividendos/JCP) do ano anterior, e a 10ª quitando o saldo, corrigido pelo IPCA. Em paralelo, a companhia assinou contrato para alienar a MKS, subsidiária integral, ao vendedor por R$ 1,00, sujeito à AGE e direito de preferência. O redesenho societário reequilibra a posição de antigos parceiros financeiros e se conecta à vitória no leilão da concessão CN 2 (Rota Agro), liderada pelo FIP Azevedo & Travassos e com participação do FIP Camaçari, contexto em que o FIP Camaçari figurava entre os sócios do consórcio. Ao reorganizar a base acionária, a companhia prepara terreno para o ciclo de execução e financiamento de longo prazo.

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A estrutura de pagamento escalonada e vinculada a dividendos/JCP reduz desembolso imediato e preserva liquidez em fase de projetos intensivos em capex, alinhando o ritmo do preço ao potencial de geração de caixa. A alienação da MKS por R$ 1,00, por sua vez, indica ajuste de portfólio e simplificação societária após a integração recente, mantendo o processo sob crivo de assembleia e da Lei das S.A. Esse movimento dá continuidade à reorganização em duas verticais e à incorporação da MKS destacadas no 2T25, quando a A&T estruturou a vertical de Investimentos (via FIP) e a de Engenharia, estabelecendo bases para capturar valor em concessões e contratos de serviços. Ao mesmo tempo, a saída da MKS do perímetro reforça o foco no core e na disciplina de capital sob o novo controlador.

Com a mudança de controle, a Nemesis deverá registrar OPA dirigida a todos os acionistas, por preço mínimo equivalente a 80% do valor pago na transação e nas mesmas condições de pagamento, a ser protocolada perante a CVM no prazo regulatório. A decisão e o formato de divulgação reforçam a disciplina informacional adotada pela companhia em 2025 — padrão visível no esclarecimento à CVM sobre a Operação Carbono Oculto, com reforço de governança e conformidade. Ao seguir o rito regulatório e explicitar condições de preço e cronograma, a A&T reduz incertezas para minoritários, mantém a previsibilidade de governança no processo de OPA e preserva o foco na execução do backlog e da nova concessão.

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