Nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, a Azevedo & Travassos (AZEV3, AZEV4) informou que o consórcio por ela liderado foi declarado vencedor do leilão da concessão rodoviária do Lote CN 2, promovido pela ANTT. O ativo — conhecido como Rota Agro — compreende 490 km das BR-060 e BR-364 entre Goiás e Mato Grosso, com contrato de 30 anos, investimento estimado em R$ 7,2 bilhões e receita projetada superior a R$ 16 bilhões. O consórcio reúne o FIP Azevedo & Travassos (70%), a Sobrado e Gae, do Grupo Tecpav (5%), e o FIP Camaçari (25%). Ao assumir a liderança via FIP, a companhia transforma capacidade financeira em operação de longo prazo, reforçando backlog e posicionamento estratégico em infraestrutura. O movimento conecta-se à arquitetura corporativa que vem sendo construída, marcada pela reorganização em duas verticais e o pipeline de R$ 32,2 bilhões divulgados no 2T25.
Na prática, a vitória amplia a presença da A&T em rodovias, agora como concessionária, acrescentando receitas tarifárias e responsabilidades de operação e manutenção por três décadas. Diferentemente de contratos de obra com prazo finito, a concessão eleva a previsibilidade de caixa e cria plataforma para ganhos de eficiência ao longo do ciclo. Este passo dá continuidade à estratégia de fortalecer a frente de infraestrutura via licitações competitivas e execução qualificada, sucedendo a habilitação no Arco Metropolitano de Pernambuco (DER/PE), estimado em R$ 631,9 milhões, que já sinalizava maior exposição a projetos rodoviários relevantes.
Sob a ótica de portfólio, a transação equilibra retornos de longo prazo (concessões) com contratos recorrentes de engenharia e saneamento, mitigando sazonalidade e sustentando o ramp-up de capex. Essa base operacional de curto/médio prazo foi reforçada por iniciativas recentes no eixo de serviços, como o contrato de R$ 384,4 milhões com a Sabesp, que adiciona previsibilidade de receita e dilui riscos de execução. Em conjunto, a carteira robusta e a capacidade de originar projetos estruturantes aumentam a visibilidade de resultados e convertem o pipeline em ativos geradores de valor.
Do ponto de vista de governança, a companhia destacou o compromisso de manter o mercado informado sobre o andamento da concessão — uma diretriz coerente com a intensificação da agenda de RI no trimestre, que incluiu teleconferência marcada para hoje (15/08) e a live com investidores de 7 de julho de 2025. A sequência de marcos corporativos consolida a virada operacional iniciada em 2024, confirma a capacidade de execução em frentes complementares (concessões e serviços) e sustenta a tese de valorização orgânica com foco em infraestrutura essencial.







